Mostrando postagens com marcador universo em desencanto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador universo em desencanto. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de dezembro de 2011

Garimpando Luz





As relações humanas são esculpidas como as pedras. 
Sob o sol, a chuva, o vento, a dificuldade. 
Lapidados nos encontros e suas consequências.


Meu pai era garimpeiro. 
Quando criança não me orgulhava desse fato. 
Hoje me replico em meu pai. 
Descobri que também sou garimpeira.


Herdei o apetite de descobrir preciosidades em meio às rochas.
Resgatar as virtudes fundidas no asco de nossos defeitos.
Fazer a alquimia.


Cada aparelho desperto, cada raciocínio liberto... 
é um diamante garimpado.
Eu e meus irmãos acumulando nosso tesouro.
Hoje estou rica.


Saber o caminho, 
vislumbrar a luz que purifica, 
transmutar a dor em paz.


Cumpro a sina de meu pai.
Garimpo a preciosidade de Deus no imundo da vida.

sábado, 3 de setembro de 2011

A simplicidade sublime de minha avó – reflexões sobre a vida e a morte



Mãe, a força que gera, que cuida, que guia, que ampara. Presente em nossos sentimentos mais profundos, sua capacidade de doação e ao mesmo tempo desprendimento nos ensina o manual da vida. Sim, por que quem no mundo é capaz de doar suas células, seus nutrientes, seu espaço, tempo e energia por algo que ainda nem existiu mas que virá a ser, graças à esse alento. No entanto, após tantos cuidados, amor e doação, os filhos crescem, criam asas e seguem seus destinos enraizando suas próprias histórias. Muitas vezes bem longe, além do plano material, apartados pela morte. Intrigante, hem? Parto e apartar. Duas palavras tão próximas e que representam momentos tão distantes... ou não? Nascer e morrer. As duas faces de uma mesma moeda.

Reflito sobre isso porque nessa última semana meu arquétipo mais real, amoroso e próximo de mãe sofreu um duro golpe de desprendimento.

Minha vó... minha Percília...minha Nina... apartou-se de seu primogênito em um trágico acidente de carro neste domingo, 28/08/2011 (http://migre.me/5Ch61). Não foi fácil ver sua dor, o momento em que a notícia lhe cortou a alma e a negação da realidade era o seu único apoio. Naquele instante percebi que nem um abraço ou um olhar que lhe dirigíamos tinha significado, quanto mais as palavras. Apenas aquele choro pungente, cavado na perca, significava algum consolo. Apartada de sua cria, vi na dor de minha avó o quanto a maternidade é um espelho da vida.

Com exceção dos casais que planejam, a grande maioria dos filhos nascem mesmo é de gravidezes indesejadas (http://migre.me/5Che0). Eu mesma, sou fruto de uma pílula mal contada, zigoto atrevido que resolveu mudar os rumos dos sonhos e projetos, até então, de meus pais. Portanto, se nascer e parir não é algo tão desejado, quanto mais morrer e apartar. A vida é o campo das contradições aonde sofremos por sempre querermos e não podermos. Não desejamos aquele filho, mas a partir do momento em que a dependência do ser tão frágil nos cativa, nos aprisionamos de livre e espontânea vontade em suas limitações e problemas. E após tantos esforços uma hora, em algum lugar do tempo, chega o momento da entrega. E aí já não queremos devolver... mas, não podemos mais segurar.

Moral da história: Quanto mais queremos lutar contra as leis da Natureza, quanto mais nos revoltamos com seu poder, mais cavamos sofrimentos desnecessários, dificultando ainda mais a vida. É como a maré, sempre contra a maré, dentro do mar revolto. Naufragar é o destino.

Minha avó é um exemplo de resignação. Dizem que nenhum filho deveria morrer antes dos pais. Meu tio foi o segundo fruto que minha vó perdeu em menos de dois anos. Em dezembro de 2009 minha tia Sirley faleceu após seis meses de luta contra um câncer no pulmão. Depois disso, em dezembro de 2010 minha avó apartou-se de sua mãe Margarida, de quem ela ajudou a cuidar durante os sete anos em que ela convalesceu numa cama. Sagrada em sua missão, aos setenta e dois anos,o maior desgosto, o momento em que via minha vó reclamar era quando não podia ir, aos sábados, zelar por sua mãezinha. Dar-lhe o banho, alimentá-la, tratar das feridas causadas pela imobilidade. Eram ações feitas com tanto carinho, regadas por palavras doces, que o meu amor pela minha avó se abastecia apenas em observá-la nos gestos simples, mas fundamentais, que ela dedicava à minha bisavó.

Viúva logo cedo, com quatro filhos pequenos para cuidar, minha vó não permitiu que a depressão ou o desespero se instalassem em sua vida. Sua terapia sempre foi o trabalho, o limite da sua pobre condição financeira também não deu espaço para grandes lamentos. Trabalhando de servente, lavando e costurando para fora nas horas vagas, minha avó criou minha mãe, meu tio e minhas duas tias com firmeza de caráter, humildade, generosidade e amor à vida. Características tão marcantes em sua personalidade que se eu conseguir realizar ao menos dez por cento de suas virtudes em meu cotidiano, dou me por demais de satisfeita.

Através da maternidade de minha avó, assimilei a maternidade da Mãe Natureza. Uma mãe verdadeira, ajustada ao natural, não discrimina um filho por motivo algum. Meu tio era um homem público, seu velório emocionou a cidade (http://migre.me/5Ci7n). Minha tia era uma mulher simples, do povo. Mas ambos eram únicos. A dor da despedida da minha tia foi administrada aos poucos, nos duros meses em que ela definhou paralisada numa cama, consumida pelo câncer. A dor da perca do meu tio foi em dose única, potencializada pelo choque do acidente, do instante em que o destino se desvia. E sob ambas as mortes, a profunda dor da minha avó foi igual. Não importou a história de vida de cada um ou o modo de partir. Assim como ambos eram únicos, a dor foi única. Por isso, para a Mãe Natureza não importa a religião, a cor ou a classe social que tenhamos. Ela nos alimenta, nos dá o sol, a água, o ar, que compartilhamos, sem distinções. Então, por que queremos sermos melhores uns do que os outros por motivos tão fúteis, se mesmo pelos essenciais, somos iguais? Até quando vamos continuar nessa cegueira? Humildade, essa é a chave da resignação.

Hoje estive com a minha avó. Eu e meu primo fomos levá-la ao banco, algo banal, cotidiano em mais um mês. Mulher sábia, não deixou a perca pesá-la. Encontrava os conhecidos e relatava a sua dor, mas ao mesmo tempo, em nenhum momento, deixou de dar uma boa tarde e um sorriso gentil a quem cruzou o seu caminho. Sobre suas chinelas havainas surradas (“é pra não disperdiçá, fia!), guardando seu dinheiro em sacolinha de supermercado (tem que disfarçá, por causa dos ladrão, aprende Jú...”) minha vó me entregou um tesouro. Um momento de amor. Pariu e apartou... assim se foi o instante... mas a sua simplicidade amorosa já faz parte de mim, é eternidade que me faz ir além do aparente fim.


Juliana Barros
Rondonópolis/MT, 02 de setembro de 2011.

* Este texto é uma homenagem à minha vó, à minha mãe e aos meus familiares. Raízes de minha história.



Leituras complementares

Livros que estou lendo atualmente e que me ajudaram a refletir sobre esse meu momento:

  1. Universo em Desencanto (Diariamente - há 14 anos a leitura matinal dessa coleção é minha terapia, meu apoio, minha vida.)
             
" Quanto mais simples, mais natural.
Quanto mais natural, mais perfeição.
Quanto mais perfeição, mais equilíbrio.
Quanto mais equilíbrio, mais bem-estar."


UNIVERSO EM DESENCANTO - vol." 152° Histórico" pág. 102
       
    2.  Tempo de esperas (Lançamento, Pe Fábio de Melo - leitura leve, agradável, reflexiva. Mais adequado ao meu momento atual, impossível)
  
 "Quero cumprir o mesmo processo dos jardins. Quero ressuscitar todo dia, assim como as sementes ressuscitam na terra. Mas ressurreição requer morte. A morte é inevitável para quem deseja florir-se no tempo certo. A simplicidade vegetal é uma forma aprimorada desse aprendizado.
A leveza é um dm. Aprecio os que sabem viver no pouco, os que viajam com poucas malas e os que descobriram que, ao contrário do que pensamos, as coisas não nos deixam mais ricos, apenas mais pesados."

TEMPO DE ESPERAS -  pág. 92

Curiosidades:

1.   Vídeo em homenagem à minha tia. Alguns meses antes de morrer, ela havia comentado comigo esse desejo. 





✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ.... Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ ....✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ 

terça-feira, 17 de maio de 2011

A força do trabalho voluntário



Boa noite amigos.

Esse post é sobre algo muito importante em minha vida, o voluntariado. Há cerca de uma ano e meio sou voluntária na Junior Achievement http://www.jabrasil.org.br/ja/,ONG voltada para a educação mantida pela iniciativa privada, cujo objetivo é despertar o espírito empreendedor nos jovens, ainda na escola, estimulando o seu desenvolvimento pessoal, proporcionando uma visão clara do mundo dos negócios e facilitando o acesso ao mercado de trabalho. São vários projetos que vão desde o ensino fundamental ao ensino médio. O projeto no qual participo é o "Miniempresa", programa em que alunos do 2º e 3º anos do ensino médio tem que criar e manter uma empresa em todos os aspectos, desde a venda de ações para captação de recursos, pesquisa de mercado para escolha de um produto, sua produção, venda, custos operacionais (incluindo impostos) e organização de uma estrutura administrativa. São 15 encontros, uma vez por semana, durante um semestre.

Sempre tive vontade de fazer isso, doar um pouco do meu tempo, conseguir colocar em prática ações que gerem um ambiente saudável, próspero, agindo por um mundo melhor. Desde criança, nascida em uma família cristã, sempre li e admirei os textos descritos no Evangelho sobre a importância da caridade e do amor ao próximo. Além disso, sempre tive ótimos exemplos dessa doação em minha casa. Por isso, confesso que quando li o 1º volume da Obra Universo em Desencanto achei o livro distante e alienado sobre o assunto. Afinal, não havia visto nenhum parágrafo que enfatizasse sobre a importância da caridade...sem falar da "insuportável repetição" de "racional, racional, racional, argh! " hehe. Mas como paciência e persistência são a base fundamental para a compreensão desse raro conhecimento, posteriormente, pude compreender a clara diferença entre caridade e solidariedade. Sim, porque a caridade é algo belo, mas momentâneo e ineficiente. Doar um bem material é um gesto cristão sim, prova de desprendimento. Mas dedicar tempo e conhecimento à essa matéria-prima é criar estruturas que suportem e gerem a continuidade do caminho do bem. Por isso, compreendi que o primeiro passo para a minha caminhada solidária era começar por ajudar a mim mesma. Sim! Por que como eu poderia doar aos outros o que eu tinha de bom, se nem ao menos eu tinha o controle emocional sobre mim mesma? Como ser caridosa, estando perdida em minhas próprias frustrações e inconsciência? A descoberta da Imunização Racional, o meu auto conhecimento foi o primeiro passo e hoje, 14 anos após a escolha dessa desafio, posso comprovar que sobre bases sólidas, a solidariedade é a comunhão do Plano Divino em nossa existência.

Para finalizar, deixo a seguir a cópia do discurso que fui convidada a fazer para a formatura dos alunos do projeto no final do ano passado. Espero que lhes ajudem a compreender e compartilhar sobre a força desse sentimento.

Bons fluidos, fiquemos sempre com Deus!


"Boa noite a todos. Uma ótima noite.


Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade de nos reunirmos para celebrar o fruto do bom trabalho.


Sim, porque é isso que esse projeto representa: direção, conhecimento. Coragem, apoio e vivência. E todos que estão aqui, de alguma forma, enxergam esses valores e não tiveram medo de investir no amanhã, realizando no presente.


Portanto, peço uma salva de palmas para todos: jovens empreendedores, pais, amigos, coordenadores, empresários e voluntários. E sabem por quê? Porque aqui, ao longo dessas 15 jornadas, foi plantado o bem. 


E toda vez que o bem é realizado nesse nosso mundo de tantas dificuldades e tristezas, o universo se fortalece com a Luz de Deus e essa força nos alimenta nos fazendo crescer tanto, tanto... Que podemos chegar ao céu sem tirar os pés do chão. Estranho não? Mas é assim. Exatamente assim.


Por isso, eu e meus colegas voluntários aceitamos essa missão. Encarar uma sala de aula, a dúvida, o desânimo, as incertezas que novas experiências trazem. E o desafio de criar praticando, não dando o peixe, mas ensinado a pescar.


E olha que não é fácil. Porque estamos habituados a nos acomodar, a fazer o mínimo. E muitas vezes nem isso... E o pior, sempre pensamos que estamos fazendo “muito”. Que a nossa parte está completa. E com isso, com essa mentalidade, esse pensamento medíocre vai acumulando prejuízos e resultados negativos ao longo da vida, vendendo o nosso tempo a preço de banana. E quando formos fazer um balanço da nossa empresa chamada vida, nos decepcionamos com as contas que não fecham. A ação investida tá lá embaixo... 
Difícil achar quem queira dar uma simples moedinha para ajudar. E aí, não tem como voltar atrás. Já passou, foi. O futuro se realiza no hoje, no agora. Por isso, vamos investir nas ações certas. Agindo, criando, não tendo medo, persistindo. Isso é empreender.


Ser voluntário é trocar tempo por experiência.
É dar atenção e receber gratidão.
É encarar dificuldades e não desistir da luta.
É ser diferentes e com isso, fazer um mundo diferente.
É acreditar e realizar.
É acumular riquezas, ficar milionário, e não precisar de cofres.
Porque alegria não se tranca, compartilha.
Amor não se oculta, se distribui.
Solidariedade não é luxo, é necessidade.
E experiência de vida ninguém rouba nem sequestra.
É verdade. É um patrimônio que tem seguro absoluto.
Está guardado por Deus.


Gente, ser voluntário é ser rico de 1º linha. Alta sociedade. Classe A. “A-A-A” – amor- afinidade e alegria. “Chique no úrtimo.” E para entrar nessa alta sociedade não é difícil não. Para subir na vida é fácil, é só falar com a Sandra (diretora executiva da ONG no MT- adesão de novos voluntários), viu gente?


Amigos, para finalizar, gostaria de deixar uma reflexão. É de um livro muito, muito importante na minha vida. 


Nele, tem um trecho que diz o seguinte:


“Quem tem valor, que prova o seu valor e que comprova o seu valor, não pode ser igual àquele que não tem valor algum.


Não passou de uma máquina de trabalho.


Resumiu a vida, uma máquina de trabalho.


Mas tem pessoas que produzem aquilo que o ser humano não produz.


Não pode se igualar com aquele que nada produz.


Para conhecer o valor do outro é preciso que conheça o que produziu.


E assim é a vida, o valor não está no ter muito dinheiro, porque se tem muito dinheiro, é de sua propriedade. 


O valor está nisso ou naquilo que beneficia a humanidade.”


Portanto, vamos aprender a investir melhor o nosso tempo, a empreender melhor as nossas ações, a acumular riquezas verdadeiras. Porque assim, somente assim, construímos o caminho da felicidade.


Muito obrigada."


Adivinhem qual livro é esse cujo texto usei no discurso e inspirou-me ?

Lógico, Universo em Desencanto, 14º volume da Réplica... nada como a paciência e a persistência.


Fotos do projeto:

 
Linha de produção na sala de aula.

Feira para venda dos produtos.

Noções de marketing, comunicação, negociação.






 Formatura.


Para finalizar, transcrição de um texto do jornalista Gilberto Dimenstein escrito especialmente para p livreto do CD ao vivo "Amigo" de Milton Nascimento. Impossível não refletir.

.
.................................

Sentados à beira do rio, dois pescadores seguram suas varas à espera de um peixe. De repente, gritos de crianças trincam o silêncio. Assustam-se. Olham para frente, olham para trás. Nada. Os berros continuam e vêm de onde menos esperam.

A correnteza trazia duas crianças, pedindo socorro. Os pescadores pulam na água. Mal conseguem salvá-las com muito esforço, eles ouvem mais berros e notam mais quatro crianças debatendo-se na água. Desta vez, apenas duas são resgatadas. Aturdidos, os dois ouvem uma gritaria ainda maior. Dessa vez, oito seres vivos vindo correnteza abaixo.

Um dos pescadores vira as costas ao rio e começa a ir embora. O amigo exclama:

- Você está louco, não vai ajudar?

Sem deter o passo ele responde:

- Faça o que puder. Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio.

Essa antiga lenda indiana retrata como nos sentimos no Brasil. Temos poucos braços para tantos afogados. Mal salvamos um, vários descem rio abaixo, numa corrente incessante de apelos e mãos estendidas. Somos obrigados a cair na água e, ao mesmo tempo, sair à procura de quem joga as crianças.

Incrível como os homens às margens do rio conseguem conviver com os berros. E até dormir sem sobressaltos. É como se não ouvissem. Se o pior cego é aquele que não quer ver, o pior surdo é aquele que não quer escutar.

Descobrimos que os responsáveis pelos afogados não estão escondidos rio acima. Estão do nosso lado - e, muitas vezes, somos nós mesmos. São os afogados morais, gente que não conhece o prazer infinito da solidariedade. Não conhece o encanto de estender poucos centímetros de braço e encostar os dedos nas estrelas.

Tão fácil agarrar uma estrela, refletida no brilho de quem salvamos por falta de ar.

Veio da Índia a frase do célebre poeta Rabindranath Tagore sobre por que existiam as crianças. "São a eterna esperança de Deus nos homens".

É preciso mesmo infinita paciência, renovada a cada nascimento, para que se possa conviver com a apatia cúmplice. Por sorte temos pescadores que, dia após dia, mostram como as crianças sobrevivem nos homens. E como é doloroso o parto de um homem precoce no corpo de um menino.

A voz de Milton é a própria síntese do menino perdido no adulto; e do adulto perdido no menino. É a síntese de quem se viu obrigado a pular na água para pescar a si mesmo. E nunca se esqueceu e, por isso, não consegue tirar de seus ouvidos a sensação de que crianças na água pedindo socorro, são a última voz de quem quase nunca tem voz.

Gilberto Dimenstein
 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Reportagem sobre a Cultura Racional na Luau TV

Excelente reportagem, vale a pena ver !



Realizada pela Luau TV de Nova Friburgo-RJ
http://www.luautv.com.br/

Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CULTURA RACIONAL – A ORIGEM DO SER HUMANO




De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos realmente?

Há milênios essas perguntas instigam a humanidade e a procura por suas respostas criou mitos, lendas, teorias, filosofias e religiões. Anima a ciência e impulsiona grandes descobertas. Mas uma resposta única, definitiva ainda não foi estabelecida. E sabem por quê? Porque somos vários. Somos múltiplos. Somos milhares... não apenas como um grupo, sociedade, mas como pessoa. Cada ser humano é um universo variado, um conjunto de pensamentos, imagens, emoções e desejos que mudam a cada segundo, seguindo uma louca corrente que dificilmente conseguimos acompanhar: a corrente da nossa própria mente. E se sobre nós mesmos não conseguimos ter certeza do que realmente somos, como funcionamos, muito mais difícil compreender a natureza, o universo além do nosso próprio corpo e mais além do que as vistas alcançam.

Parece tão complicado e impossível quanto achar, não uma agulha, mas um fio de cabelo loiro em um palheiro. Desanimador, não? Mas aí é que está a grande surpresa. Não desistimos! Séculos após séculos, homens e mulheres das mais diferentes culturas e personalidades sempre tiveram essa curiosidade e necessidade de resposta – “Quem somos, de onde viemos, para onde vamos?” Alguns recuam logo no começo e dizem: “Ah, isso não tem importância e nem solução. Se a vida é finita, então vamos curtir e deixar rolar. Carpe Diem.” É verdade. Essa constatação é um excelente analgésico, mas no fundo do fundo essa falta de objetivo, de um sentido maior, não deixa de incomodar. Principalmente quando o sofrimento bate à nossa porta e nossas tragédias humanas arrebatam esse comodismo. Aí nesse momento percebemos o quanto é importante SABER ESSA RESPOSTA. Definir esse sentido. E por isso, não desistimos. Em meio ao palheiro de nossas emoções e pensamentos, no cumprir das obrigações diárias, lapidados pelo sofrimento, vamos amadurecendo e aprendendo a separar palha por palha, experiência por experiência... até achar o fio dourado. O grande tesouro. A SUA VERDADEIRA INDIVIDUALIDADE. QUEM EU REALMENTE SOU. A VOZ, O VERBO, DENTRO DE SI. É um Universo em Desencanto. O seu universo, a sua vida.

Essa descoberta, ao contrário do que possa parecer, não é uma empreitada egoísta. Pelo contrário. Quando afinamos a nossa sintonia encontramos a Paz. E ela, somente ela, pode proporcionar o Amor. O verdadeiro, o que une, o que acolhe, que ampara. Sem ciúmes ou posse. É o amor Divino, o amor que liberta. E aí, a partir dessa descoberta deixamos de ser milhares e diferentes, como as cores do arco-íris, para sermos UNO, únicos, unidos... como a Luz Branca que contém todas as cores e nos remete a Deus. Apenas o Amor de Deus consegue unir “perfeitos” e imperfeitos, “bons” e maus, “corretos” e errados. E sob a ótica do amor Divino paramos de dividir, passando a enxergar o que temos em comum. De bom ou de ruim. Seja você norte-americano ou iraniano. Evangélico ou espírita. Rico ou pobre.

Essa integração, essa união, recebeu um nome específico dentro de um Conhecimento que tem por objetivo estimular a Voz Divina dentro de cada um: Imunização Racional.

Ser Racional, a capacidade de transcender aos instintos, o que nos diferencia nessa busca por respostas é o que nos liga a Deus. Não que sejamos melhores que os outros animais, mas somos diferentes. Temos o Dom Divino dentro de nós, chamado de Raciocínio. Não é o raciocínio que pensamos como frio, calculista, matemático... não, isso é pensamento lógico. O Raciocínio referido nesse Conhecimento é algo puro, fino, sensível, divino. É algo infinitamente poderoso, o nosso elo com Deus, com a Origem e que está localizado no nosso corpo num órgão muito importante, a Glândula Pineal.

É sabido que o nosso mundo é composto não apenas pela matéria, pelo que temos a capacidade de enxergar, mas também por várias energias invisíveis aos nossos olhos, mas que movimentam o mundo e a nossa vida. A nossa interação com esses dois campos, o visível e o invisível, é um fato concreto, acreditando nisso ou não. E o nosso corpo é um centro astrológico capaz de receber e transmitir energias a toda hora e momento como uma TV ligada sem parar. Afinal, da onde vem nossos pensamentos? Por que é tão difícil controlar a nossa mente? É como ter um invasor dentro da própria casa, no seu corpo! E nem sempre isso é algo muito agradável... quem nunca se angustiou em querer parar uma lembrança ou uma idéia incômoda sem sucesso? Quem nunca pensou, se preocupou tanto, tanto a ponto de achar que a cabeça irá explodir? Que atire a primeira pedra... Pois é na glândula pineal, nesse pequenino órgão localizado no centro de nosso cérebro que está a solução! Ali está concentrada a Energia da Origem, a Força Primeira, a SEMELHANÇA DE DEUS. Um código, um programa, uma receita escrita há milênios com todas as respostas que sempre nos incomodou. Por isso ela é chamada de “A máquina do Raciocínio”, a ferramenta que estava apenas aguardando a chave para colocá-la em ação. Como o maestro de uma grande orquestra, o Raciocínio é a força capaz de afinar a louca corrente de nossos pensamentos e imaginações. Como um ágil gerente ele não podará a nossa criatividade mas equilibrará as nossas emoções nos brindando com a grandeza do bom senso, a beleza do autoconhecimento e a força da orientação certa. É tomar as rédeas da própria vida. Se imunizar do vírus da ignorância.

Ao ativar a SEMELHANÇA DE DEUS dentro de nós, deixamos de sermos milhares para sermos UM. Assim como no princípio. Uma única energia, uma única vibração. O Amor. E aí, deixamos de sermos católicos ou muçulmanos, ateus ou evangélicos, umbandistas ou judeus, brancos ou negros, homens ou mulheres. Seremos apenas filhos de Deus. Partículas do Universo que finalmente se reencontraram. E aí sim, finalmente A RESPOSTA será concretizada.

Para se realizar esse encontro apenas temos que plantar. Cultivar, cultuar ao conhecimento da vida, da natureza, da sabedoria. E se a Razão Original é a Casa de Deus, cultivar esse Dom Divino é uma cultura! Cultura Racional.

Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

E tu não sabes....



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Anagrama - O Alfa e o Ômega

aaaaa
aaaaa
aaaaaaaaD esencanto
aaaaaaaaE u
aaaaaaaaU niverso
aaaaaaaaS ou
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaa"Conheça a ti mesmo e conhecerás o todo."


Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

O Bom e o Mal



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.










aaaaaaaaaaaaaaaaaa
Uma pequena colher de sal numa xícara de café. Beba: é salgado!
Uma pequena colher de sal numa imensa e grande fonte de água cristalina.
Beba: que doce, que saudável!
Assim são as pessoas.
Umas se apegam no sal da pequena xícara, sentem o gosto salgado da vida.
Outras se apegam nas águas cristalinas da fonte, sentem o gosto doce da vida.
O gosto salgado da vida é para quem se apega nele, porque salgada é a pessoa.
O gosto saudável da vida é para quem se apega nele, porque doce é a pessoa.
O negativo e o positivo. O bem e o mal.
O positivo quer o bem de si mesmo, o negativo, o mal de si mesmo.
O positivo procura sempre encontrar o bem em tudo que lhe cerca e acontece, devido à sua natureza de bom.
O mal procura encontrar o mal em tudo, devido à sua natureza de mau.
O bom tem a sua natureza voltada para cima, sua visão é ampla, não se confina, é livre.
O mau tem a sua natureza voltada para baixo, sua visão é diminuta, confinada, é encarcerado pelo mal que alimenta em si mesmo.
O bom encara as mesquinharias da vida com indiferença, é superior ao sofrimento, à dor, à ignorância.
O mau encara as mesquinharias com relevância, é inferior em tudo, faz do sofrimento, da dor e da ignorância sua bandeira, seu guia.
O bom dá importância ao que tem importância, valor ao que tem valor.
O mau dá importância ao que importância não tem; valor, ao que valor nenhum tem.
Por isso, está aí a CULTURA RACIONAL, para todos aqueles que valorizam tudo que é de bom e de bem.
E o prato é sortido, tem bons e tem maus.
E revivem os bons e, não os maus.O tempo é pouco para se conhecer e saber bem viver.
Desliguemo-nos das ocorrências trágicas da fase de liquidação, elas são para lapidação dos que não se importam com o que é de importância.
Voltemos nossos olhos para a fonte frondosa de águas cristalinas e, não, para o confinamento de porção de água salgada na pequenez de uma xícara.
Libertemo-nos do pensamento confinador!
Chega de apego ao cárcere!
Abracemos o raciocínio!
Nos Livros UNIVERSO EM DESENCANTO!

* Texto escrito pela minha amiga Nágea Luiza Batista, postado originalmente no Blog http://origemverdadeira.blogspot.com/



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

A felicidade dentro da possibilidade

"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)


"Feliz é aquele que se acomoda dentro das suas possibilidades
e se sente feliz assim."

Livo Universo em Desencanto - 3º Histórico
- pág. 50




Cultivar o que faz florir



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O dever de fazer propaganda desse conhecimento - solidariedade



Bom dia e boa sorte a todos!

Recentemente, uma querida amiga e cliente participante da Seicho No Ie me emprestou um livro chamado "O Livro dos jovens" de Masaharu Taniguchi. Muito sábio e proveitoso, acabei de ler um capítulo que me remeteu ao capítulo "O dever de fazer propaganda desse conhecimento" presente nos 21 livros da obra Universo em Desencanto e o seu significado.

Queridos, boa leitura e até o próximo post.

Namaste! Salve,salve !


---------------------------------------------------------


As duas "rodas" da vidas


Cristo disse: "Sede prudente como as serpentes e simples como as pombas". Aquele que é bondoso mas não possui sabedoria, torna-se uma pessoa muito vulnerável, e o seu amor será "pisoteado" por pessoas insensíveis, ou então será "bloqueado" e não poderá fluir plenamente. Sabedoria e Amor são como dois irmãos inseparávies, e ambos são igualmente valiosos. Porém, aqueles que leram o "Semei no Jisso" devem ter notado que esse livro nos ensina, em primeiro lugar, a importância da Sabedoria.

O livro "Seimei no Jisso" já curou muitas doenças, e isto se deve ao fato de que ele abre os "olhos da Sabedoria" e apagam-se as ilusões, as doenças "desaparecem" por si mesmas. A palavra "Sabedoria", nesse caso, não significa apenas inteligência e conhecimento dos homens. Significa também todas as demais virtudes, como o Amor, a Misericórdia, etc. Segundo o Budismo, a virtude da Misericórdia não consiste apenas em sermos piedosos, mas em proporcionarmos aos nossos semelhantes a "Sabedoria do Buda". É dito que o maior ato de misericórdia consiste em proporcionar ao próximo a Sabedoria que elimina todos os temores. Quando a Sabedoria desfaz as ilusões que cobrem a Vida, esta começa a se manifestar. Manifestando-se a Vida, todas as coisas boas e necessárias fazem-se presentes. Por isso, a Sabedoria é a maior dádiva que se pode dar ao próximo. Ao contrário disso, a ignorância constitui a maior causa da desgraça. No livro "Seimei no Jisso", existe um trecho que fala de um diálogo entre Sakyamuni e um de seus discípulos. Esse discípulo perguntou a Sakyamuni o seguinte:

_ Mestre, qual é mais grave: o pecado cometido conscientemente ou o pecado cometido inconscientemente ?

Sakyamuni respondeu:

_ O pecado cometido inconscientemente é mais grave.

Notando a perplexidade do discípulo, ele resolveu explicar através de um exemplo e perguntou-lhe:

_ Quando é que uma pessoa se fere mais gravemente: quando ela toca num ferro em brasa sem saber que está quente, ou quando toca nele sabendo que está quente ?

O discípulo respondeu:

_ Ela se fere mais gravemente quando o toca sem saber que está quente.

_ Pois é - disse o Mestre. _ O mesmo acontece em relação aos pecados. Aquele que comete pecados sem saber as suas consequencias, fere-se muito mais. A ignorância é a maior causa das infelicidades desta vida.

Assim como um homem que se queima gravemente tocando num metal quente sem o saber, nós também podemos estar cometendo, sem saber, atos que causem a "morte" de milhares de pessoas. Mesmo um bandido impiedoso não chega a matar conscientemente centenas de pessoas, mas a ignorância pode levar à morte milhões de pessoas. Quando pensamos quão grande é o número de pessoas que foram mortas por causa da ignorância desde os primórdios da história da humanidade, não podemos deixar de nos empenhar ao máximo no sentido de propagar os ensinamentos que falam sobre a Sabedoria. Caros leitores, colaborem conosco. Colaborar é um ato de amor. E o maior ato de amor é transmitir a Sabedoria.



"O Livro dos jovens", Masaharu Taniguchi, páginas 220 a 222.




Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

domingo, 22 de novembro de 2009

As forças da Natureza




Clara Nunes
Composição: João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro


Quando o Sol
Se derramar em toda sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal

Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, la la la
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal

As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval (2X)

domingo, 4 de outubro de 2009

04 Outubro - Dia da Cultura Racional



Olá queridos leitores, boa noite !

Dando notícias apenas agora, mas não poderia deixar de homenagear o 04 de Outubro: Dia da Cultura Racional e de São Francisco de Assis. Coincidência ? Nem tanto. A Cultura Racional nasceu na Tenda Espírita Francisco de Assis no dia 04 de Outubro de 1935.

Exemplo de humildade, devoção e despreendimento, as mensagens de São Francisco ecoaram ao mundo e muito além, trazendo a sabedoria divina até os nossos dias. Engraçado... lembro-me que ainda criança (seis, sete anos de idade...) ficava fascinada quando assistia ao filme Irmão Sol, Irmã Lua, do diretor Franco Zefirelli. Recordo-me que fiquei acordada até de madrugada para terminar de assistir ao filme que tinha passado no Corujão da Globo. Nem sabia que era a história de um santo ( acho que nem sabia o que era um "santo" rsrs...) mas a história me tocou profundamente, ao ponto de terminar o filme e eu estar chorando.

Não se se todos já leram o post do Tim Maia Racional onde conto a minha história com a Cultura Racional, mas relato que nasci numa família católica, participei da Igreja até a minha primeira comunhão, mas a minha ansiedade por respostas, paz interior e adequação real, prática aos ensinamentos de Cristo me fez trilhar outros caminhos até chegar à Cultura Racional. Não me arrependo. Mas qual não foi a minha surpresa ao descobrir que São Francisco de Assis é tido como uma referência dentro da história do livro Universo em Desencanto, sendo considerado até mesmo como um "patrono" do movimento ?

Quando eu estava terminando a minha primeira leitura da coleção completa dos livros Universo em Desencanto, surpreendi-me com um volume que afirmava:

"Quem és tu, que a ilusão é tanta, incapaz de definir o seu eu? " - Essas foram as primeiras palavras do Racional Superior na Terra.

Nesse livro, ele afirma que o Racional Superior assim se identificou para não chocar as pessoas da época e que o livro (disposto em 3 volumes) foi escrito em português, latim e hebraico, mas que por ser de difícil acesso, foram reescritos numa linguagem simples e única, característica dos livros Universo em Desencanto.

Tendo sido considerado por alguns até mesmo como semi-analfabeto por seu livro Universo em Desencanto possuir erros de concordância e verborragia, Manoel Jacintho Coelho redigiu os três volumes das Obras Primas de Francisco de Assis num português formal impecável, latim e hebraico. Cheio de poesia e sabedoria é uma obra fascinante e rara (extremamente rara até mesmo entre os estudantes da Cultura Racional). Eu tenho a xérox do 1º volume e, para homenagear esse grande dia, compartilho alguns trechos aqui com vocês, prezados leitores do Painel Racional.

Fiquem com Deus, que a Mãe Natureza nos ilumine racionalmente.

Abçs

" Quem és tu, que a ilusão é tanta, incapaz de definir o teu eu ? Sabeis vós, que sois uns corpos imprudentes no abysmo de dia para dia ambicionando tudo quanto é de material, por grande obscuridade do espirito.

Quem conhece o seu eu basta o nome para repugnar-se. Então, para que lutas toda a vida? debalde serão todos os sacrificios nestas condições. Emquanto arder a chaga das trevas, o raciocinio encontra difficuldade para libertar-se durante este livre arbitrio que dá expansão a todas as vontades pela facilidade e liberdade que Deus vos dá, perdura a confusão; extraviae-vos do direito e adquir todos os defeitos trucidantes, capz por vossas mãos proprias, succumbirem antes do dia.

Já é tempo de relembrar-vôs que os vossos dias são contados. E não mudas de pensar ? Ora, és um criminoso sem perdão; abre os olhos filho, enquanto é tempo, senão as amarguras das amarguras será a tua companheira por longos tempos perdidos, que poderias aproveitar."

Livro Universo em Desencanto - Obras Primas de Francisco de Assis - 1º volume - pág. 5

------------------------------

" O conhecimento do espirito, é o conhecimento de si proprio; o espirito é tudo, que pela vossa rudez não é nada. Encontras duvidas em tudo, não sabendo dar definição de nada. O nada é tudo, e tudo nada vale; fraqueza de mortiferas crenças, que o nada tudo vale. Mundo grande comprido, que todos tem seus dias bellos, se enchem pela expansão da natureza, querem ser melhor do que ella, quando vós, tudo deveis e quando d´ella é que vós viveis.
Porque não amaes a natureza? Porque o alcance é pouco, para definir o que ella é. Se vós a amasse, amarieis a vós mesmo."


Livro Universo em Desencanto - Obras Primas de Francisco de Assis - 1º volume - págs. 10/11

------------------------------


" O navegante de Deus, precisa conhecimentos ter, para conhecer o seu eu, e grandezas obter; "

Livro Universo em Desencanto - Obras Primas de Francisco de Assis - 1º volume - pág. 23

------------------------------

" A confusão do seu eu, impera a destruição de si proprio."

Livro Universo em Desencanto - Obras Primas de Francisco de Assis - 1º volume - pág. 32

------------------------------


(Eu adoro essa aqui. Reflitam na profundidade dessas palavras!) :

" Não há religião! Não preciso chegar a termos desta ordem, porque isto só vos chega. Religião, desturbam de si; professam em vão, não ha religiao. Então, filho, sois Pae - o vosso filho - por ser bom filho, prestar obediencia, - o que elle está fazendo é um dever por reconhecer que tem um Pae. Elle é religioso por proceder assim? Não. Não faz mais do que a sua obrigação, respeitar a seu pae, que vos dá tudo com grande attenção. Então, como dizes que isto seja religião? Então, como dizes dizes que isto é seita? Então, o dizes que isto é doutrina? (...) Portanto, filhos, vós não podeis erguer, alcançar a luz nestas condições.

Não ha religião! O filho por ser obediente ao Pae, não é religioso, está cumprindo um dever de filho para Pae. Attendel-o para ser beneficiado em tudo que merecer."

Livro Universo em Desencanto - Obras Primas de Francisco de Assis - 1º volume - pág. 36

------------------------------

P.S: Eu transcrevi o texto como está no original. Por isso há algumas palavras com ortografia diferente, pois é a ortografia de 1935.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dicas para começar a ler o livro Universo em Desencanto



Olá caro leitor.

Não sei o quanto você se aprofundou sobre a Cultura Racional, mas gostaria apenas de dar umas dicas sobre algumas características da obra Universo em Desencanto.

A linguagem e a narração não são muito comuns, o autor não é linear. Ele começa um determinado assunto, mais alguns parágrafos à frente ele muda a narração para voltar e continuar em trechos posteriores. Ele também repete bastante determinadas palavras. Além disso são dados novos sentidos a algumas palavras, expandindo os conceitos e muitas vezes usando termos aparentemente toscos para dar respostas a questionamentos tão profundos como a origem da vida e do universo.

Algumas pessoas ao se depararem com isso julgam o Universo em Desencanto como literatura da pior qualidade, aliás, nem o consideram como literatura. Na verdade, isso está correto em um ponto. O livro Universo em Desencanto não é literatura. Ele possui um objetivo muito maior que entreter e apresentar idéias. A intenção desses livros é a de servir como ferramenta de ligação entre o nosso EU Verdadeiro com o Cosmo e a Natureza. Através dessa aparente "dislexia narrativa", a nossa glândula pineal é estimulada, melhorando aspectos da nossa personalidade intelectual e emocional. É o que o Racional Superior chama de "desenvolver o raciocínio".

Algo tão grandioso assim precisa ser acessível a todos, não é verdade? Mas como conseguir se comunicar, através do mesmo livro, com tantas pessoas tão diferentes culturalmente entre si? Como conseguir fazer semi-analfabetos e universitários, ateus, católicos, espíritas, evangélicos e muçulmanos chegarem ao mesmo ponto de compreensão? Apesar dos conceitos metafícos da humanidades serem únicos e universais, cada pessoa e cultura tem uma estrutura própria para seguir esse caminho. Pois o livro Universo em Desencanto conseguiu isso. Para quem se despe de preconceitos e tem o mínimo de persistência para conhecer um pouco mais, essa escrita única tem o poder de unificar. Não apenas pessoas, mas a nós mesmos. É algo impressionante. Comece com calma. Não se prenda à narrativa, mas absorva as frases geniais diluídas no decorrer das páginas. Elas tem o poder de cura. A partir daí você começará a sentir que a Imunização Racional pode perfeitamente deixar de ser uma utopia para se solidificar na mais pura realidade.

Boa leitura !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TIM MAIA RACIONAL



Salve galera do bem, bom dia e boa sorte !

Muita gente ficou sabendo da existência da Cultura Racional através do excelente músico Tim Maia, de como ele conheceu o livro, ficou fanático , mudou as letras das composições, fazendo um imenso jingle do livro Universo em Desencanto e por aí vai ....

Eu conheci a Cultura por outros caminhos, através da indicação de amigos para a minha família, de como o livro poderia nos ajudar num momento de dificuldade em que estávamos passando. Não fazia a mínima idéia de que algum músico famoso já tinha gravado algo sobre o tema. Aliás, na primeira vez em que ouvi Tim Maia Racional não gostei não. A repetição do leia o livro me irritava heheh, preferia os sambas da Brud e as músicas Racionais do Jackson do Pandeiro que sempre tocava no alto falante do Retiro Racional.

Mas depois de algum tempo lendo o livro e encontrando as respostas que sempre procurei, me apaixonei sobre o assunto e comecei a pesquisar sobre tudo que se referia ao Universo em Desencanto no meu presente ganho com muito carinho no ano de 2003: um computador 586 e internet discada rsrs...... Me choquei ! O que tinha de site e blog falando mal da Cultura, da "seita" que "desvairou" o Tim Maia e do "guru malvado e ganancioso" que só queria saber dos cifrões do pobre Tim dava uma boa lista no Google .... Ai ai... não queria acreditar no que lia, COMO ALGO QUE ESTAVA FAZENDO TÃO BEM PARA MIM poderia ser tão ruim ? Também me senti confusa e me questionei se valia a pena mesmo ler e se o que aconteceu com o Tim Maia não poderia ser verdade... Mas depois de colocar as coisas numa balança refleti: o que afetará na minha vida se com o Tim Maia não deu certo ? Afinal, para mim estava dando certo. Ao contrário do que dizem que aconteceu com o Tim, comigo o livro estava sendo um grande professor para aprender a lidar com as diferenças, respeitar a opinião alheia e me orientou a como conviver melhor com as pessoas ao meu redor. Falei: "Quer saber ? Quem vai pela cabeça dos outros é piolho. Tô fora ! "

Além disso, conheci várias pessoas que conviveram com o senhor Manoel Jacintho, conheceram o Tim Maia na época em que ele ia a Belford Roxo e continuam lendo até hoje, tem um carinho enorme pelo autor dos livros e muita gratidão. E não foi uma ou duas pessoas, muita gente mesmo. Se desde a década de 70 essa turma e seus filhos continuam, o negócio não é tão ruim assim ... Mas o que para mim importa mesmo é a paz interior e nisso, o Universo em Desencanto é um psicólogo nota 1.000.

Para quem quiser refletir mais sobre o assunto, nesse mesmo ano de 2003 achei um site que falava sobre o Tim Maia Racional, mas com imparcialidade e respeito, o IlhaBrasil.net. Aproveitei a oportunidade e resolvi desabafar. O legal é que o autor do texto gostou e resolveu publicar um artigo com a minha opinião. Pena que o site saiu do ar, mas vou colocar para os meus queridos leitores do Painel Racional o artigo na íntegra. Segue abaixo:


Abraços

-----------------

Rafael Olivares: É coisa limpa, é coisa pura

Um relato sobre a cultura racional por quem conhece de dentro.


Em agosto de 2003, o IlhaBrasil.net publicou um texto sobre os discos da fase racional de Tim Maia. Contávamos um pouco sobre o contato do cantor com a cultura racional, e as conclusões que conseguíamos tirar sobre a cultura ao ouvir os discos. Chamávamos a atenção sobre a dificuldade de se aprofundar no tema, uma vez que o livro Universo em Desencanto, principal pilar da cultura racional é raro, assim como não é fácil encontrar pessoas que o tenham lido.

Para nossa surpresa, recebemos um comentário no texto da estudante Juliana Barros, que nos explicava um pouco mais sobre a cultura racional:

"Eu sou estudante da Cultura Racional. Constantemente pesquiso na net a respeito do Tim Maia Racional, e em uma dessas pesquisas achei esse site. Sempre me divirto com as opiniões, curiosidades, a perplexidade e as críticas à respeito desse estudo.

A Cultura Racional é um ESTUDO composto por 1006 volumes, dispostos da seguinte maneira: 21 volumes da Obra (é na Obra que o Racional Superior faz a descrição da criação do universo e da vida); 21 da Réplica (para tirar as dúvidas, que serão muitas, em relação à Obra); 21 da Tréplica (faz a lógica, a relação, da teoria descrita na Obra com a realidade); e o restante dos volumes são dispostos em fascículos, o Histórico, cujo objetivo é aperfeiçoar a compreensão do "Macrouniverso Racional" e da nossa vida terrena e, principalmente,o desenvolvimento do raciocínio. O ápice da perfeição, latente em cada ser humano. Para que tudo isso ? Para encher as burras de dinheiro de mais alguns espertalhões? Ou para lobotomizar alguns gêneros medíocres da espécie humana em mais uma seita? Bom, isso foi o que pensei quando li os primeiros Livros, e que sempre vejo na opinão de pessoas que escrevem a respeito do Tim Maia Racional. Porém, ao me reencontrar com os Livros, 2 anos após o primeiro contato, mudei de opinião. Realmente, a Obra é diferente. Possui uma verborragia, é repetitiva, e com expressões "infantis" para descrever a criação do Universo, como "goma" e "resina"(infantis para a nossa pseudosabedoria científica, mas profundas se compreendidas em toda a teoria). Geralmente na primeira leitura as pessoas se chocam, mas a verborragia é necessária, pois o objetivo é desenvolver o raciocínio, a capacidade de concentração, observação e organização do processo mental, porque da maneira como o nosso pensamento funciona, variante e mutante por segundos, a repetição e a verborragia são um contraponto a essa "disfunção" de idéias.

Não quero ocupar o tempo de ninguém querendo explicar o que é Cultura Racional (quem se interessar que ESTUDE a Obra, com curiosidade,questionando,duvidando, mas sem "pré-conceitos". O preconceito é inimigo da ciência, do conhecimento). Como estudante de Cultura Racional, não quero doutrinar, nem converter ninguém. Se assim fosse, não seria cultura, e sim religião. O QUE NÃO É. Os estudantes dos Livros Universo em Desencanto não têm templos ou igrejas. Nenhum orientador espiritual (a única orientação vem do conhecimento e da história de vida de cada um), e nos 8 anos em que estudo esse compêndio nunca dei dinheiro para chefe algum. Os Livros são emprestados entre os estudantes, que organizam bibliotecas Racionais pelo Brasil inteiro. E nós mesmos que ajudamos na confecção dos Livros. Também nunca li nenhuma receita de ritual, ou algo do tipo. Pelo contrário. Por isso, a Cultura Racional também não pode ser classificada como seita. É um ESTUDO. Um CONHECIMENTO, cujo objetivo é melhorar cada um de nós, para sermos cidadãos civilizados (algo que só está no nome atualmente ...), RACIONAIS.

O Tim Maia parece um fanático nas músicas, pirou o "cabeção" com a Cultura? Hahaha... . Acho que ele era bem 8 ou 80. Algo da personalidade dele. Por isso, eu acho, as músicas são tão intensas.

Repetitivo, fanático, obcecado pelo tema, foi uma overdose de Cultura Racional? O que não era overdose na vida de Tim Maia? Porém ,que bom se todos os financiadores do tráfico de drogas trocassem a overdose que financia a violência pela overdose de Cultura Racional, assim como o Tim fez nesses dois emblemáticos anos. As músicas são uma prova de que essa é uma troca muito melhor, e BEM melhor...

Se ele não leu mais, não me importa. Se para ele não serviu, para mim serve. A única coisa que eu sei é que eu VIVO "NUMA RELEX, NUMA TRANQUILA, NUMA BOA, LENDO OS LIVROS DA CULTURA RACIONAL". ENCONTREI A PAZ INTERIOR"

Animados com o conteúdo que a Juliana nos trouxe, entramos em contato com ela e pedimos para ela relatar melhor a experiência dela própria com a cultura racional. Queríamos saber se o ler e reler do livro a levaram à imunização racional. Além de dar o depoimento a seguir, ela forneceu algumas curiosidades a respeito da cultura racional, que você lê lá embaixo.

"Bom, como a Cultura Racional mudou a minha vida, é essa a pergunta, né? Pois bem. Eu sempre fui uma angustiada com os mistérios da vida. A minha impotência diante dos mecanismos e da finalidade de toda essa energia que desprendemos para existir sempre me limitou, deixando uma enorme sensação de vazio. Nos momentos em que fazia algo que gostava, ao estar com os amigos e a família, esse sentimento desaparecia, mas como as dificuldades são inerentes ao nosso viver "animal", infelizmente, esse vazio sempre vinha à tona.

Essa ignorância total diante do universo que me domina (a mente) sempre me impulsionou a buscar novos conhecimentos, seja na ciência ou na religião. Ao tomar contato com a Cultura Racional, em 1995, primeiramente tive curiosidade (ela era enfática em temas que sempre pesquisei: origem da vida, pensamento, imaginação, etc.), mas depois houve um estranhamento (a linguagem não usual e a premissa de que um "Ser Superior" escrevia tudo aquilo como algo definitivo, a "Verdade Das Verdades", me assustou, e muito). Parei de ler, achando que era mais uma baboseira entre tantas existentes.

Em dezembro de 1996 fui com meus pais (que desde 1995 já estudavam a Cultura) ao Retiro Racional em Vila de Cava, Nova Iguaçu/RJ. O Retiro Racional é onde fica a gráfica dos Livros. Eu adorei aquele lugar, ao pé de uma serra, com muito verde e uma maravilhosa sensação de paz, que nunca tinha sentido com tal intensidade até aquele dia. Ali conheci pessoas dos mais diversos tipos e de várias regiões do nosso país, sendo a alegria um adjetivo a qualificar esse lugar, sem nenhum medo de errar.

Diante disso, me aventurei a ler mais uma vez. No começo, novamente, não entendia nada, tinha um grande sono e até irritação com a repetição de palavras como "goma", "planície", "resina", "elétrico", "magnético" e "racional". O Universo em Desencanto estava mais para lista telefônica do que cultura racional. Porém, quando estava na metade da Obra (a 1º série de 21 volumes) percebi que o sono havia diminuído e que em diversas situações do meu dia-a-dia, nas quais eu certamente reagiria de maneira irritada e agressiva, as minhas atitudes foram completamentes tranqüilas, calmas. Eu me estranhei, mas óbvio, gostei. A partir da Réplica e da Tréplica a teoria da Obra começou a fazer sentido, e me surpreendi de como aquela "história primária" era profunda e tinha afinidade com a nossa realidade. Naturalmente, à medida em que absorvo o Conhecimento Racional, me torno mais segura, confiante e tranqüila (vocês não fazem idéia de como eu era ...).

Se vocês me perguntarem se eu já vi o MUNDO RACIONAL ou se alcancei a Imunização, não posso responder que sim. Mas com toda segurança lhes afirmo: se o que mudei até hoje com a Cultura Racional for apenas 1% da Imunização Racional, para os 100% de desenvolvimento, então, não tenho nem adjetivos para classificar tal plenitude.

O Universo em Desencanto é a favor de tudo e de todos. É uma ode à liberdade e apesar de aparentar ser restritivo, ele é um amplo leque do conhecimento, buscando a harmonia entre as mais diversas criações da mente humana e da Natureza.

Hoje eu tenho um objetivo, um rumo definido na vida: alcançar a Imunização Racional. Dentre os mais diversos objetivos e desejos que já tive, por mais incrível ou absurdo que pareça, a Imunização Racional é o mais real, pois apenas o meu caminhar para alcançá-la faz a minha realidade mais feliz. É prazer de viver, que nem diz o Tim Maia em "PAZ INTERIOR".

Quero enfatizar que não desejo converter nem doutrinar ninguém. O desencanto do universo, a liberdade do interior de cada um, só cada indivíduo pode abrir para si mesmo, e a opção de ter a Cultura Racional como chave para o "universo em desencanto" é uma escolha de cada um.

Espero ter colaborado ao menos um pouquinho com o entendimento de vocês e, profundamente, agradeço pela oportunidade de exprimir sobre o que me dá imenso prazer e felicidade.

Obrigada,

Juliana Barros"

Para entrar em contato com a Juliana, escreva para barrosjuliana21@hotmail.com

Curiosidades a respeito da cultura racional:

A Cultura Racional do Terceiro Milênio é um patrimônio brasileiro. Carioca, ela nasceu em 1935, no Méier.

A Cultura Racional e a música sempre caminharam juntas. O Sr. Manoel Jacintho Coelho, o grão-mestre varonil ("o maior homem do mundo"), era filho de músicos, o pai maestro e a mãe professora de piano. Foi tido como um dos melhores tocadores de violão de sete cordas do seu tempo, sendo muito admirado e querido por amigos como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Nélson Cavaquinho e Cartola, entre outros grandes nomes do samba brasileiro.

O Sr. Manoel Jacintho Coelho recebeu vários títulos e homenagens pelos benefícios prestados à humanidade. Alguns deles:
- Medalha de Honra da Inconfidência, recebida em 21 de abril de 1986 em São João Del Rey (MG), na presença do Presidente José Sarney.
- Comenda Hipólito José da Costa, Patriarca da Imprensa Brasileira, conferida pela Associação Interamericana de Imprensa.
- Praça "Bosque da Paz", em sua homenagem, em Belo Horizonte, na entrada do Bairro Lagoinha, com inauguração da Praça com seu busto, homenagem prestada pelo Prefeito de Belo Horizonte, juntamente com o Governador do Estado de Minas Gerais, em 20 de setembro de 1987.

A música "No Caminho do Bem", trilha do filme Cidade de Deus, é homônima do capítulo de um dos volumes dos livros UNIVERSO EM DESENCANTO, sendo que um trecho dela foi retirado desse capítulo: "a vida modesta e fecunda, amor de um doce paraíso, reino prepotencial Racional, brilha sempre o bem e não o mal"

Tim Maia não foi o único músico famoso a gravar sobre o tema. O cantor Nelson Gonsalves interpretou "...E Outros que se Danem Football Club" que foi tema de novela da Globo na década de 70. Altamiro Carrilho compôs "A Grande Mensagem do Mundo Racional" e Jackson do Pandeiro interpretou "Mundo de Paz e Amor", "Acorda Meu Povo", "Alegria Minha Gente" e " A Luz do Saber".

O ator Procópio Ferreira era estudante da Cultura Racional.

Os Livros da Obra UNIVERSO EM DESENCANTO já foram traduzidos para catorze idiomas.


LEIA O PRIMEIRO TEXTO DO ILHABRASIL.NET SOBRE A CULTURA RACIONAL


Rafael Olivares: Queira ou não queira, todos vão ler

Os discos obscuros de Tim Maia estão por aí. Agora é uma questão de tempo para a imunização racional chegar até você.


A primeira vez que eu tive contato com a cultura racional foi na faculdade. Eu estava chegando no prédio quando um amigo meu me chamou no carro - "ouve esse som, você vai pirar". Movido pela curiosidade, já que não se tratava de alguém com o mesmo gosto musical que eu, entrei. Era um som muito bom, vários instrumentos, e tudo mais. Dali a pouco, surgia a letra: "We are gonna rule the world, don't you know, don't you know". Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que quem tocava aquilo era o síndico Tim Maia. Mais pra frente na música (que dura 12 minutos), o cantor faz uma locução sobre mundo racional e o livro Universo em Desencanto ("Read the book, the only book, the book of God, Universe in Disenchantment"). Eu realmente pirei no som, e ouvi o resto do disco. Em praticamente todas as faixas, Tim Maia citava o livro e a cultura racional.

A história que me foi contada, e que eu repasso a vocês, é que em algum lugar dos anos 70, Tim Maia leu o livro Universo em Desencanto, e ficou obcecado pela cultura racional, e gravou dois discos sobre o tema. Depois que se desligou do assunto, achou os álbuns uma grande besteira e mandou recolher tudo. A partir daí, esses discos se tornaram uma espécie de lenda, tanto por sua tanto por sua qualidade músical, com instrumentais excelentes e simples ao mesmo tempo, quanto pela sua raridade. Todas as cópias de cd que eu já vi são piratas. Qualquer feira de bugigangas, como a da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, São Paulo, não vende o vinil por menos de R$150.

Por falar na praça, é nesse tipo de lugar (assim como no centro de São Paulo ou em algumas estações de metrô) que podemos encontrar pessoas distribuindo folhetos da cultura racional. Assim como os discos, os folhetos chamam a atenção para o livro Universo em Desencanto. Tim Maia tinha tanta crença no tal livro que em uma faixa dizia que a cultura racional "é um conhecimento superior a todos os outros conhecimentos; é ditado pelo racional superior, o verdadeiro Deus". Seria essa então uma espécie de seita baseada no livro? Na música "Quer Queira Quer Não Queira", a letra diz que "Não é história, não é doutrina, não é ciência, seita ou religião; é coisa limpa, é coisa pura, para o caminho da eterna salvação". Aparentemente, "a eterna salvação" é o ler e reler do livro Universo em Desencanto, através do qual, segundo o folheto e as letras do disco, você entra em contato com o mundo racional.

Explicando melhor: a idéia é de que o homem vem de um mundo racional, mas vive num mundo animal, num mundo material. A leitura do livro proporciona a energia racional, que irá ligar o leitor ao mundo racional e imunizá-lo racionalmente, deixando-o imune à energia animal. Todos estão perdidos e só se encontrarão através da energia racional. "Já senti saudade, já fiz muita coisa errada, já dormi na rua, já pedi ajuda, mas lendo atingi o bom senso e a imunização racional", canta o síndico em "Bom Senso". A pergunta que fica é óbvia: mas, afinal, do que fala o livro? O que eu sei é que o livro é muito raro, e é formado por dois volumes. Quanto ao conteúdo, só ouvi especulações. Durante aquela sessão do disco no carro do meu amigo Johnny citada acima, eu perguntei se ele já tinha lido o livro. "Não. Tenho medo...". Acho que o medo era de ficar igual o Tim Maia, só falando disso, e cego para os outros assuntos. Especula-se que o livro diga coisas como "o homem vem da resina e da goma e está descendo da planície racional para o mundo animal". Nunca encontrei ninguém que tenha lido. Hoje em dia, há uma certa moda da cultura racional. A apresentadora Babi resloveu dar uma de cantora regravando "Que Beleza", a cantora Sandra de Sá faz diversos shows com as músicas dos álbuns, e "No Caminho do Bem" entrou na trilha sonora de Cidade de Deus. Mas ainda estamos muito longe de saber o que é a imunização racional.

Quem sou eu

Minha foto
Curiosa, desde pequena sempre quis saber quem sou de verdade. O fim do arco-íris no fundo de meus olhos... E encontrei! Estou em pleno processo de emancipação, aprendendo a voar ainda que em um corpo perene. Estudante da Cultura Racional e dos livros Universo em Desencanto desde 1995. DESENVOLVENDO O RACIOCÍNIO. Em ponto de ebulição e sublimação!! Sorrir gratuitamente é puro prazer... Salve :D
Powered By Blogger