Mostrando postagens com marcador sabedoria x sofrimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sabedoria x sofrimento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

“Ver, ouvir e calar,se vive bem em qualquer lugar...”



“É bicho, e o bicho quer é falar.
 E deixa o bicho falar até cansar, porque quem vai contra a verdade, vai contra si mesmo e, quem vive contra si mesmo, vai se destruindo.
Então deixa o bicho falar até cansar.
Quando cansar, o bicho para de falar daquilo que não sabe, que não conhece e não sabe com quem se mete.
Porque todo bicho tem expansão de liberdade para falar o que quiser.
E não´é falando o que quiser que o bicho vai embargar a evolução natural da natureza (...).
E quem tem boca, planta o que quer plantar (...)
Quem planta união, colhe união.
Quem planta a desunião, colhe a desunião. 

Livro Universo em Desencanto - volume 229 Histórico, págs. 44,45.

-------------------


“Porque, quem é Racional, não se contraria nem se aborrece por coisa nenhuma, porque se sente feliz, felicíssimo, em voltar a ser o que era: Racional puro, limpo e perfeito.

E por isso, quem é Racional, não dá importância a bobagens de ninguém, porque sabe que está com a sua felicidade eterna garantida.”

Livro Universo em Desencanto - volume 223 Histórico, págs. 108.

---------------------

Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.
Pois todos tropeçamos em muitas coisas.

Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo.

Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo.

Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro.

Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas.

Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia.

A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno.

Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar.

É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.
 
Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. 

Não convém, meus irmãos, que se faça assim. 

Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?

Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos?

Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.

Quem dentre vós é sábio e entendido?

Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria.

Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis,
 nem mintais contra a verdade.

Bíblia Cristã - Tiago 3:1-14


-------------------------------------


"Muitos caíram pelo fio da espada, porém mais foram os que caíram por causa da língua."

(Textos Bíblicos)

----------------------------

"Quem é Racional está com os bons e está com os maus, porque quer o bem de todos.

Quer o bem dos maus e quer o bem dos bons.

É em favor de todos e de tudo.

Racional só constrói, não destrói.

Quem é Racional não vive contra ninguém."


Livro Universo em Desencanto - volume 279 Histórico, págs. 105,106.

--------------------------

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ouro de Tolo





música Ouro de Tolo - Raul Seixas

E por que a vida ficou formada assim, entre os viventes?   Por
estar a vida e os seus pertences, todos em dúvidas, nascendo então,
pelas dúvidas, os métodos das conquistas. Então, diz o vivente: "-Se
eu conquistasse aquilo, estaria bem; se eu conquistasse aquilo outro
estaria feliz; se eu obtivesse isto, a vida seria outra." O vivente
conquista tudo isso e não se sente feliz. Por quê? Porque vive na
incerteza.(...)

Sim, porque tudo enjoa; o passar bem enjoa, o
passar mal também e o que enjoa não presta.

Tudo enjoa: passeios, viagens, tudo aquilo que o vivente possui, que só é bom, enquanto não está na posse do vivente; depois, passa a não ter mais valor e o vivente, com o tempo, põe para um lado, porque tudo é bom enquanto não enjoa e tudo na vida é assim.

Uma roupa nova, enquanto não enjoa, é vestida sempre e depois, posta para um canto, porque o vivente não quer mais aquele feitio, aquela cor. E assim é tudo, para todos os viventes de ambos os sexos.

Portanto, não há como a vida pacata, com preocupações, mas que não consomem;
preocupações tolerantes, suportáveis.

UNIVERSO EM DESENCANTO - 1 vol. da Obra - pág. 95

Leituras complementares

Matéria publicada no Jornal da Cidade de Bauru em 04-09-11:
Autoestima: cartão de crédito não é divã 
É grande o contingente de pessoas com problemas emocionais na lista dos endividados por carência e ansiedade  





domingo, 4 de setembro de 2011

Sabedoria do Tempo...




Eclesiastes 3


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.

Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.

Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;

E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.

Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.

Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.

Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.

Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?

Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

sábado, 3 de setembro de 2011

A simplicidade sublime de minha avó – reflexões sobre a vida e a morte



Mãe, a força que gera, que cuida, que guia, que ampara. Presente em nossos sentimentos mais profundos, sua capacidade de doação e ao mesmo tempo desprendimento nos ensina o manual da vida. Sim, por que quem no mundo é capaz de doar suas células, seus nutrientes, seu espaço, tempo e energia por algo que ainda nem existiu mas que virá a ser, graças à esse alento. No entanto, após tantos cuidados, amor e doação, os filhos crescem, criam asas e seguem seus destinos enraizando suas próprias histórias. Muitas vezes bem longe, além do plano material, apartados pela morte. Intrigante, hem? Parto e apartar. Duas palavras tão próximas e que representam momentos tão distantes... ou não? Nascer e morrer. As duas faces de uma mesma moeda.

Reflito sobre isso porque nessa última semana meu arquétipo mais real, amoroso e próximo de mãe sofreu um duro golpe de desprendimento.

Minha vó... minha Percília...minha Nina... apartou-se de seu primogênito em um trágico acidente de carro neste domingo, 28/08/2011 (http://migre.me/5Ch61). Não foi fácil ver sua dor, o momento em que a notícia lhe cortou a alma e a negação da realidade era o seu único apoio. Naquele instante percebi que nem um abraço ou um olhar que lhe dirigíamos tinha significado, quanto mais as palavras. Apenas aquele choro pungente, cavado na perca, significava algum consolo. Apartada de sua cria, vi na dor de minha avó o quanto a maternidade é um espelho da vida.

Com exceção dos casais que planejam, a grande maioria dos filhos nascem mesmo é de gravidezes indesejadas (http://migre.me/5Che0). Eu mesma, sou fruto de uma pílula mal contada, zigoto atrevido que resolveu mudar os rumos dos sonhos e projetos, até então, de meus pais. Portanto, se nascer e parir não é algo tão desejado, quanto mais morrer e apartar. A vida é o campo das contradições aonde sofremos por sempre querermos e não podermos. Não desejamos aquele filho, mas a partir do momento em que a dependência do ser tão frágil nos cativa, nos aprisionamos de livre e espontânea vontade em suas limitações e problemas. E após tantos esforços uma hora, em algum lugar do tempo, chega o momento da entrega. E aí já não queremos devolver... mas, não podemos mais segurar.

Moral da história: Quanto mais queremos lutar contra as leis da Natureza, quanto mais nos revoltamos com seu poder, mais cavamos sofrimentos desnecessários, dificultando ainda mais a vida. É como a maré, sempre contra a maré, dentro do mar revolto. Naufragar é o destino.

Minha avó é um exemplo de resignação. Dizem que nenhum filho deveria morrer antes dos pais. Meu tio foi o segundo fruto que minha vó perdeu em menos de dois anos. Em dezembro de 2009 minha tia Sirley faleceu após seis meses de luta contra um câncer no pulmão. Depois disso, em dezembro de 2010 minha avó apartou-se de sua mãe Margarida, de quem ela ajudou a cuidar durante os sete anos em que ela convalesceu numa cama. Sagrada em sua missão, aos setenta e dois anos,o maior desgosto, o momento em que via minha vó reclamar era quando não podia ir, aos sábados, zelar por sua mãezinha. Dar-lhe o banho, alimentá-la, tratar das feridas causadas pela imobilidade. Eram ações feitas com tanto carinho, regadas por palavras doces, que o meu amor pela minha avó se abastecia apenas em observá-la nos gestos simples, mas fundamentais, que ela dedicava à minha bisavó.

Viúva logo cedo, com quatro filhos pequenos para cuidar, minha vó não permitiu que a depressão ou o desespero se instalassem em sua vida. Sua terapia sempre foi o trabalho, o limite da sua pobre condição financeira também não deu espaço para grandes lamentos. Trabalhando de servente, lavando e costurando para fora nas horas vagas, minha avó criou minha mãe, meu tio e minhas duas tias com firmeza de caráter, humildade, generosidade e amor à vida. Características tão marcantes em sua personalidade que se eu conseguir realizar ao menos dez por cento de suas virtudes em meu cotidiano, dou me por demais de satisfeita.

Através da maternidade de minha avó, assimilei a maternidade da Mãe Natureza. Uma mãe verdadeira, ajustada ao natural, não discrimina um filho por motivo algum. Meu tio era um homem público, seu velório emocionou a cidade (http://migre.me/5Ci7n). Minha tia era uma mulher simples, do povo. Mas ambos eram únicos. A dor da despedida da minha tia foi administrada aos poucos, nos duros meses em que ela definhou paralisada numa cama, consumida pelo câncer. A dor da perca do meu tio foi em dose única, potencializada pelo choque do acidente, do instante em que o destino se desvia. E sob ambas as mortes, a profunda dor da minha avó foi igual. Não importou a história de vida de cada um ou o modo de partir. Assim como ambos eram únicos, a dor foi única. Por isso, para a Mãe Natureza não importa a religião, a cor ou a classe social que tenhamos. Ela nos alimenta, nos dá o sol, a água, o ar, que compartilhamos, sem distinções. Então, por que queremos sermos melhores uns do que os outros por motivos tão fúteis, se mesmo pelos essenciais, somos iguais? Até quando vamos continuar nessa cegueira? Humildade, essa é a chave da resignação.

Hoje estive com a minha avó. Eu e meu primo fomos levá-la ao banco, algo banal, cotidiano em mais um mês. Mulher sábia, não deixou a perca pesá-la. Encontrava os conhecidos e relatava a sua dor, mas ao mesmo tempo, em nenhum momento, deixou de dar uma boa tarde e um sorriso gentil a quem cruzou o seu caminho. Sobre suas chinelas havainas surradas (“é pra não disperdiçá, fia!), guardando seu dinheiro em sacolinha de supermercado (tem que disfarçá, por causa dos ladrão, aprende Jú...”) minha vó me entregou um tesouro. Um momento de amor. Pariu e apartou... assim se foi o instante... mas a sua simplicidade amorosa já faz parte de mim, é eternidade que me faz ir além do aparente fim.


Juliana Barros
Rondonópolis/MT, 02 de setembro de 2011.

* Este texto é uma homenagem à minha vó, à minha mãe e aos meus familiares. Raízes de minha história.



Leituras complementares

Livros que estou lendo atualmente e que me ajudaram a refletir sobre esse meu momento:

  1. Universo em Desencanto (Diariamente - há 14 anos a leitura matinal dessa coleção é minha terapia, meu apoio, minha vida.)
             
" Quanto mais simples, mais natural.
Quanto mais natural, mais perfeição.
Quanto mais perfeição, mais equilíbrio.
Quanto mais equilíbrio, mais bem-estar."


UNIVERSO EM DESENCANTO - vol." 152° Histórico" pág. 102
       
    2.  Tempo de esperas (Lançamento, Pe Fábio de Melo - leitura leve, agradável, reflexiva. Mais adequado ao meu momento atual, impossível)
  
 "Quero cumprir o mesmo processo dos jardins. Quero ressuscitar todo dia, assim como as sementes ressuscitam na terra. Mas ressurreição requer morte. A morte é inevitável para quem deseja florir-se no tempo certo. A simplicidade vegetal é uma forma aprimorada desse aprendizado.
A leveza é um dm. Aprecio os que sabem viver no pouco, os que viajam com poucas malas e os que descobriram que, ao contrário do que pensamos, as coisas não nos deixam mais ricos, apenas mais pesados."

TEMPO DE ESPERAS -  pág. 92

Curiosidades:

1.   Vídeo em homenagem à minha tia. Alguns meses antes de morrer, ela havia comentado comigo esse desejo. 





✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ.... Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ ....✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ  ✿⊰  ઇઉ 

Felicidade sólida e felicidade momentânea

“A felicidade que brilha no mundo, é uma felicidade sem base e a felicidade sem base sólida, deixa de ser felicidade e expõe os viventes à vida dos transes, procurando a felicidade sempre e quanto mais procuram, mais longe ela sempre se torna.

E outros, passando por momentos insignificantes, na esperança vaga de serem felizes, morrendo e ficando por alcançar a tal felicidade que no mundo é tão falada, mas que nunca foi encontrada, porque não há este no mundo que diga "-Eu sou feliz!"

Porque, quando está bem de um lado, está mal de outro, quando está satisfeito de um lado, malsatisfeito de outro e por isso, a tal felicidade nunca foi encontrada. Por quê? Porque o mundo é de lutas e onde há lutas, há sofrimento e não há felicidade. Uns, lutam pelos amores; outros, por negócios; outros, para melhorar de vida; outros, com doenças; outros, para vencerem seus ideais, na esperança disto, na esperança daquilo, na esperança de alcançarem o que desejam.

Enfim, a vida é de lutas e onde existem lutas não pode existir felicidade. Existe sim, o sofrimento e o sacrifício. Luta o rico, luta o pobre, todos lutam. Portanto, se a natureza não é feliz, não regula, como podem regular? Uma vez não sendo regulados, não são felizes.

O próprio tempo não regula, porque são filhos dessa natureza desregulada. Uma hora, frio demais, outra, frio irresistível, que castiga,maltrata e às vezes mata. Chuva, vento, enfim, expostos aí, à natureza, que não regula. Doenças de todas as formas e de todas as espécies.No meio de todos os precipícios, enfrentando todos esses perigos da vida e muitas vezes a ponto de quase perderem a vida.

Portanto, se são filhos de uma natureza que não regula, como os viventes podem ser felizes, se não regulam? A felicidade é uma palavra que só está no nome, arranjada para amansar e aliviar os que não conhecem a vida, como quem diz: "-Façam isto, para verem se são felizes". E sempre procurando a felicidade e nunca encontrando.

A mãe, que felicidade pode ter, sempre preocupada com os seus filhos? O pai,que felicidade pode ter, preocupado da mesma forma? E por estarem preocupados, se maldizem, sofrem, lutam e enfrentam todas as dificuldades: sol, chuva, sereno, uma infinidade de preocupações. Isto é para vos provar que a felicidade sempre ficou na esperança e por isso, aí está a vida de aventuras, na incerteza de tudo e de si mesmo.

Que é da felicidade? Onde está ela? Só com a IMUNIZAÇÃO RACIONAL ela pode ser alcançada, porque provo que o vivente imunizado é um vivente feliz, é um vivente que está sempre certo em tudo e onde está o certo, está aí a felicidade. O que está certo vive certo e não na incerteza como todos vivem.”

Universo em Desencanto – 1º vol. Obra

domingo, 3 de abril de 2011

Paz+Ciência = * p.a.c.i.ê.n.c.i.a*



"O paciente vence todos os obstáculos da vida, porquê tem o poder de raciocinar. E raciocinando, tem a natureza em seu favor"

Universo em Desencanto - 300º Histórico - pág 26

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CHORA A MÃE NATUREZA - Tragédia na região Serrana do RJ



Estamos mergulhados num mar de lama, que é a matéria.
O atraso, a falta de conhecimento da vida, fazendo com que valorizemos esse mar de lama como um mar de flores.

E é tão grande essa cegueira (porque todo atrasado, cego é), que invertemos o valor real da vida, tornando-o nossa própria morte.

Numa reflexão sobre os últimos acontecimentos dramáticos na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, chega-se à conclusão da iniqüidade da nossa civilização.
Uma civilização que se perdeu pelas aparências, civilização essa que foi criada arduamente pela Natureza Mãe, não para exaltação da matéria, mas, sim, para o desprendimento dela.

O ser humano perde sempre, devido à vaidade de se sentir dono de sua vida e do mundo, ao invés de reconhecer sua impotência e nulidade ante a Força Maior, que é a Natureza Mãe!

As águas caíram, como uma avalanche de lágrimas da Força Maior, que é a Natureza Mãe, por se ver obrigada a liquidar seus próprios filhos, que resistem aos seus chamados de atenção para enxergarem além do transitório e passageiro, que é a vida material.

E no mar de lama e de dor em que se transformaram as cidades serranas, lá ficou patenteado o desgosto de uma mãe zelosa, mal entendida, mal compreendida e muito mal amada.

Quantos choros mais serão necessários dessa Mãe Querida, responsável e benfeitora, que é a Natureza, para acordar esses infantes filhos que, incontinentes na idolatria material, ainda se acham no direito de questionar esse desabafo sofredor de uma Mãe que só faz amar, a troco da ingratidão?

Não é hora de pedir socorro!

Não é hora de reclamar, de chorar e muito menos de implorar!

É hora, sim, de pedir perdão à nossa Mãe Querida, que é a Natureza!

Hora mesmo de se envergonhar de tudo de inconseqüente que essa humanidade tem insistido em perseguir, ao invés de investir no amor ao próximo como a si mesmo e fazer o bem sem olhar a quem!

É exatamente aí que se encontra o nosso erro, onde o pensamento e a imaginação, ludibriando-nos através dos sonhos, das fantasias e das ilusões, vão conduzindo, sorrateiramente a humanidade ao culto do artifício e ao desprezo do natural.
A vida é boa, a vida é bela, quando voltada para o engrandecimento do ser e a desvalorização do ter.

Mas, a humanidade, julgando-se merecedora daquilo que não deva ter, cultua a prosa, a aparência, o egoísmo, a ambição e a ganância, passando por cima da VERDADE e alimentando a mentira para regalo de suas conveniências.

E o que é isso?
Atraso.
E o que é o atraso?

Falta de conhecimento verdadeiro da vida, falta de harmonia com a Natureza Mãe.
E quem são os culpados de tanta ignorância e falta de saber?

Os que não fazem caso do conhecimento que já na Terra está, onde, à disposição de todos indistintamente, há 75 anos, a Mãe Natureza vem transmitindo quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Chega desse atraso!
Chega dessa ilusão com tudo que parece ser e não é!
Chega desse encanto!
Acorda, minha gente!

Procurem estudar Universo em Desencanto!


www.universoemdesencanto.com.br
www.encontroracional.com.br
www.nalub7.wordpress.com.br

Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CULTURA RACIONAL – A ORIGEM DO SER HUMANO




De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos realmente?

Há milênios essas perguntas instigam a humanidade e a procura por suas respostas criou mitos, lendas, teorias, filosofias e religiões. Anima a ciência e impulsiona grandes descobertas. Mas uma resposta única, definitiva ainda não foi estabelecida. E sabem por quê? Porque somos vários. Somos múltiplos. Somos milhares... não apenas como um grupo, sociedade, mas como pessoa. Cada ser humano é um universo variado, um conjunto de pensamentos, imagens, emoções e desejos que mudam a cada segundo, seguindo uma louca corrente que dificilmente conseguimos acompanhar: a corrente da nossa própria mente. E se sobre nós mesmos não conseguimos ter certeza do que realmente somos, como funcionamos, muito mais difícil compreender a natureza, o universo além do nosso próprio corpo e mais além do que as vistas alcançam.

Parece tão complicado e impossível quanto achar, não uma agulha, mas um fio de cabelo loiro em um palheiro. Desanimador, não? Mas aí é que está a grande surpresa. Não desistimos! Séculos após séculos, homens e mulheres das mais diferentes culturas e personalidades sempre tiveram essa curiosidade e necessidade de resposta – “Quem somos, de onde viemos, para onde vamos?” Alguns recuam logo no começo e dizem: “Ah, isso não tem importância e nem solução. Se a vida é finita, então vamos curtir e deixar rolar. Carpe Diem.” É verdade. Essa constatação é um excelente analgésico, mas no fundo do fundo essa falta de objetivo, de um sentido maior, não deixa de incomodar. Principalmente quando o sofrimento bate à nossa porta e nossas tragédias humanas arrebatam esse comodismo. Aí nesse momento percebemos o quanto é importante SABER ESSA RESPOSTA. Definir esse sentido. E por isso, não desistimos. Em meio ao palheiro de nossas emoções e pensamentos, no cumprir das obrigações diárias, lapidados pelo sofrimento, vamos amadurecendo e aprendendo a separar palha por palha, experiência por experiência... até achar o fio dourado. O grande tesouro. A SUA VERDADEIRA INDIVIDUALIDADE. QUEM EU REALMENTE SOU. A VOZ, O VERBO, DENTRO DE SI. É um Universo em Desencanto. O seu universo, a sua vida.

Essa descoberta, ao contrário do que possa parecer, não é uma empreitada egoísta. Pelo contrário. Quando afinamos a nossa sintonia encontramos a Paz. E ela, somente ela, pode proporcionar o Amor. O verdadeiro, o que une, o que acolhe, que ampara. Sem ciúmes ou posse. É o amor Divino, o amor que liberta. E aí, a partir dessa descoberta deixamos de ser milhares e diferentes, como as cores do arco-íris, para sermos UNO, únicos, unidos... como a Luz Branca que contém todas as cores e nos remete a Deus. Apenas o Amor de Deus consegue unir “perfeitos” e imperfeitos, “bons” e maus, “corretos” e errados. E sob a ótica do amor Divino paramos de dividir, passando a enxergar o que temos em comum. De bom ou de ruim. Seja você norte-americano ou iraniano. Evangélico ou espírita. Rico ou pobre.

Essa integração, essa união, recebeu um nome específico dentro de um Conhecimento que tem por objetivo estimular a Voz Divina dentro de cada um: Imunização Racional.

Ser Racional, a capacidade de transcender aos instintos, o que nos diferencia nessa busca por respostas é o que nos liga a Deus. Não que sejamos melhores que os outros animais, mas somos diferentes. Temos o Dom Divino dentro de nós, chamado de Raciocínio. Não é o raciocínio que pensamos como frio, calculista, matemático... não, isso é pensamento lógico. O Raciocínio referido nesse Conhecimento é algo puro, fino, sensível, divino. É algo infinitamente poderoso, o nosso elo com Deus, com a Origem e que está localizado no nosso corpo num órgão muito importante, a Glândula Pineal.

É sabido que o nosso mundo é composto não apenas pela matéria, pelo que temos a capacidade de enxergar, mas também por várias energias invisíveis aos nossos olhos, mas que movimentam o mundo e a nossa vida. A nossa interação com esses dois campos, o visível e o invisível, é um fato concreto, acreditando nisso ou não. E o nosso corpo é um centro astrológico capaz de receber e transmitir energias a toda hora e momento como uma TV ligada sem parar. Afinal, da onde vem nossos pensamentos? Por que é tão difícil controlar a nossa mente? É como ter um invasor dentro da própria casa, no seu corpo! E nem sempre isso é algo muito agradável... quem nunca se angustiou em querer parar uma lembrança ou uma idéia incômoda sem sucesso? Quem nunca pensou, se preocupou tanto, tanto a ponto de achar que a cabeça irá explodir? Que atire a primeira pedra... Pois é na glândula pineal, nesse pequenino órgão localizado no centro de nosso cérebro que está a solução! Ali está concentrada a Energia da Origem, a Força Primeira, a SEMELHANÇA DE DEUS. Um código, um programa, uma receita escrita há milênios com todas as respostas que sempre nos incomodou. Por isso ela é chamada de “A máquina do Raciocínio”, a ferramenta que estava apenas aguardando a chave para colocá-la em ação. Como o maestro de uma grande orquestra, o Raciocínio é a força capaz de afinar a louca corrente de nossos pensamentos e imaginações. Como um ágil gerente ele não podará a nossa criatividade mas equilibrará as nossas emoções nos brindando com a grandeza do bom senso, a beleza do autoconhecimento e a força da orientação certa. É tomar as rédeas da própria vida. Se imunizar do vírus da ignorância.

Ao ativar a SEMELHANÇA DE DEUS dentro de nós, deixamos de sermos milhares para sermos UM. Assim como no princípio. Uma única energia, uma única vibração. O Amor. E aí, deixamos de sermos católicos ou muçulmanos, ateus ou evangélicos, umbandistas ou judeus, brancos ou negros, homens ou mulheres. Seremos apenas filhos de Deus. Partículas do Universo que finalmente se reencontraram. E aí sim, finalmente A RESPOSTA será concretizada.

Para se realizar esse encontro apenas temos que plantar. Cultivar, cultuar ao conhecimento da vida, da natureza, da sabedoria. E se a Razão Original é a Casa de Deus, cultivar esse Dom Divino é uma cultura! Cultura Racional.

Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

E tu não sabes....



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Bom e o Mal



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.










aaaaaaaaaaaaaaaaaa
Uma pequena colher de sal numa xícara de café. Beba: é salgado!
Uma pequena colher de sal numa imensa e grande fonte de água cristalina.
Beba: que doce, que saudável!
Assim são as pessoas.
Umas se apegam no sal da pequena xícara, sentem o gosto salgado da vida.
Outras se apegam nas águas cristalinas da fonte, sentem o gosto doce da vida.
O gosto salgado da vida é para quem se apega nele, porque salgada é a pessoa.
O gosto saudável da vida é para quem se apega nele, porque doce é a pessoa.
O negativo e o positivo. O bem e o mal.
O positivo quer o bem de si mesmo, o negativo, o mal de si mesmo.
O positivo procura sempre encontrar o bem em tudo que lhe cerca e acontece, devido à sua natureza de bom.
O mal procura encontrar o mal em tudo, devido à sua natureza de mau.
O bom tem a sua natureza voltada para cima, sua visão é ampla, não se confina, é livre.
O mau tem a sua natureza voltada para baixo, sua visão é diminuta, confinada, é encarcerado pelo mal que alimenta em si mesmo.
O bom encara as mesquinharias da vida com indiferença, é superior ao sofrimento, à dor, à ignorância.
O mau encara as mesquinharias com relevância, é inferior em tudo, faz do sofrimento, da dor e da ignorância sua bandeira, seu guia.
O bom dá importância ao que tem importância, valor ao que tem valor.
O mau dá importância ao que importância não tem; valor, ao que valor nenhum tem.
Por isso, está aí a CULTURA RACIONAL, para todos aqueles que valorizam tudo que é de bom e de bem.
E o prato é sortido, tem bons e tem maus.
E revivem os bons e, não os maus.O tempo é pouco para se conhecer e saber bem viver.
Desliguemo-nos das ocorrências trágicas da fase de liquidação, elas são para lapidação dos que não se importam com o que é de importância.
Voltemos nossos olhos para a fonte frondosa de águas cristalinas e, não, para o confinamento de porção de água salgada na pequenez de uma xícara.
Libertemo-nos do pensamento confinador!
Chega de apego ao cárcere!
Abracemos o raciocínio!
Nos Livros UNIVERSO EM DESENCANTO!

* Texto escrito pela minha amiga Nágea Luiza Batista, postado originalmente no Blog http://origemverdadeira.blogspot.com/



Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

A felicidade dentro da possibilidade

"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)


"Feliz é aquele que se acomoda dentro das suas possibilidades
e se sente feliz assim."

Livo Universo em Desencanto - 3º Histórico
- pág. 50




sábado, 19 de dezembro de 2009

O dever de fazer propaganda desse conhecimento - solidariedade



Bom dia e boa sorte a todos!

Recentemente, uma querida amiga e cliente participante da Seicho No Ie me emprestou um livro chamado "O Livro dos jovens" de Masaharu Taniguchi. Muito sábio e proveitoso, acabei de ler um capítulo que me remeteu ao capítulo "O dever de fazer propaganda desse conhecimento" presente nos 21 livros da obra Universo em Desencanto e o seu significado.

Queridos, boa leitura e até o próximo post.

Namaste! Salve,salve !


---------------------------------------------------------


As duas "rodas" da vidas


Cristo disse: "Sede prudente como as serpentes e simples como as pombas". Aquele que é bondoso mas não possui sabedoria, torna-se uma pessoa muito vulnerável, e o seu amor será "pisoteado" por pessoas insensíveis, ou então será "bloqueado" e não poderá fluir plenamente. Sabedoria e Amor são como dois irmãos inseparávies, e ambos são igualmente valiosos. Porém, aqueles que leram o "Semei no Jisso" devem ter notado que esse livro nos ensina, em primeiro lugar, a importância da Sabedoria.

O livro "Seimei no Jisso" já curou muitas doenças, e isto se deve ao fato de que ele abre os "olhos da Sabedoria" e apagam-se as ilusões, as doenças "desaparecem" por si mesmas. A palavra "Sabedoria", nesse caso, não significa apenas inteligência e conhecimento dos homens. Significa também todas as demais virtudes, como o Amor, a Misericórdia, etc. Segundo o Budismo, a virtude da Misericórdia não consiste apenas em sermos piedosos, mas em proporcionarmos aos nossos semelhantes a "Sabedoria do Buda". É dito que o maior ato de misericórdia consiste em proporcionar ao próximo a Sabedoria que elimina todos os temores. Quando a Sabedoria desfaz as ilusões que cobrem a Vida, esta começa a se manifestar. Manifestando-se a Vida, todas as coisas boas e necessárias fazem-se presentes. Por isso, a Sabedoria é a maior dádiva que se pode dar ao próximo. Ao contrário disso, a ignorância constitui a maior causa da desgraça. No livro "Seimei no Jisso", existe um trecho que fala de um diálogo entre Sakyamuni e um de seus discípulos. Esse discípulo perguntou a Sakyamuni o seguinte:

_ Mestre, qual é mais grave: o pecado cometido conscientemente ou o pecado cometido inconscientemente ?

Sakyamuni respondeu:

_ O pecado cometido inconscientemente é mais grave.

Notando a perplexidade do discípulo, ele resolveu explicar através de um exemplo e perguntou-lhe:

_ Quando é que uma pessoa se fere mais gravemente: quando ela toca num ferro em brasa sem saber que está quente, ou quando toca nele sabendo que está quente ?

O discípulo respondeu:

_ Ela se fere mais gravemente quando o toca sem saber que está quente.

_ Pois é - disse o Mestre. _ O mesmo acontece em relação aos pecados. Aquele que comete pecados sem saber as suas consequencias, fere-se muito mais. A ignorância é a maior causa das infelicidades desta vida.

Assim como um homem que se queima gravemente tocando num metal quente sem o saber, nós também podemos estar cometendo, sem saber, atos que causem a "morte" de milhares de pessoas. Mesmo um bandido impiedoso não chega a matar conscientemente centenas de pessoas, mas a ignorância pode levar à morte milhões de pessoas. Quando pensamos quão grande é o número de pessoas que foram mortas por causa da ignorância desde os primórdios da história da humanidade, não podemos deixar de nos empenhar ao máximo no sentido de propagar os ensinamentos que falam sobre a Sabedoria. Caros leitores, colaborem conosco. Colaborar é um ato de amor. E o maior ato de amor é transmitir a Sabedoria.



"O Livro dos jovens", Masaharu Taniguchi, páginas 220 a 222.




Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

SÓ SE VENCE COM A NATUREZA



A natureza é que governa todos. A natureza faz de todos o que quer e o que entende. Todos dependem da natureza. Todos são dominados por ela. Portanto, quem vive junto à lei da natureza, quem vive unido às leis naturais, faz de quem quer seja o que entende. O Deus de todos é a natureza; é o sol, a luz , as estrelas, a terra, a água, os animais e os vegetais, seus feitos e o produto dessas sete partes. Quem rege com esta lei, que é o Deus de todos, vive sempre por cima de todos, fazendo de todos aquilo que é preciso , dando a todos aquilo que merecem. E quando sabe, e tem certeza que vive assim nestas condições, pode dizer que no meio dessa bicharada ele é o chefe e faz o que entende , dando a cada um aquilo que merece. Portanto, são as leis naturais que governam todos.



E, por isso, ninguém pode com a natureza nem com quem vive unido a ela. A natureza é o Deus, e quem vive com ela passa por Deus também. É a natureza que governa tudo e nela é e que está o Suposto criador. E, assim, o vivente que atinge estas alturas, deve viver por este prisma e conhecer tudo, porque é dominante em tudo e não dominado pelo tudo aparente que nada é . Portanto em primeiro lugar a natureza e os que estão com ela , pois quem vence com a natureza, vence solidamente. Mas, o que se vê no mundo é o inverso. Todos contra a natureza, porque somente alcançam esta virtudes os Imunizados Racionalmente .

Quem vence com a natureza tem poderes para tudo, e resolve, somente, as coisas necessárias e naturais. Quem vence com a natureza sobe sempre, pois a Natureza tudo é e os que dependem dela, nada são. Os viventes no mundo desconhecem tudo isso, e portanto, vivem contra a natureza. Eis a razão dos sofrimentos do mundo, que se acabarão quando o vivente vencer com os poderes naturais, dados pela Imunização Racional. Enquanto todos viverem contra à sua natureza não hão de ter sossego, não poderão ser felizes. Sofrerão cada vez mais e durarão menos do que teriam que durar, por serem perseguidos por tudo quanto é de ruim, por enfermidades horríveis. Sempre sem sossego, preocupados, atordoados, por serem de uma natureza e não viverem com ela, por não quererem compenetrar que a principal coisa da natureza do vivente é esta.

Foi dito que todos têm espírito. E todos estão convencidos disso, quando não é verdade. Existe o espírito sim : corpos em experiências aí no espaço. E enquanto renegarem esse dever da natureza que todos têm, o sofrimento aumentará entre todos aqueles que estão fora dos seus lugares. Porque não estão completos e sim incompletos . Para serem completos têm que aceitar o que a natureza quer e se não aceitarem, o sofrimento dobrará cada vez mais. No mundo todos sofrem porque a maioria está contra a natureza. E assim sendo, contra sim mesmos. Trabalhando contra si, desfavorecidos de tudo que é bom e cada vez sofrendo mais. Ao passo que, o vivente completando e vivendo com a natureza , trabalhando em favor de sua própria natureza, vai sempre de bem para melhor. Todos são espíritas, todos vivem de experiências e na metade do saber. E, para completarem todo saber necessário ao seu equilíbrio , têm que concluir o que falta da própria natureza dos viventes.(...)



O saber do mundo ainda é muito atrasado, e por isso são sofredores, porque ainda não estão nos verdadeiros lugares e sim, fora dos seu natural, sofrendo no mundo todos desse jeito. Todos vivem trabalhando contra a natureza de si mesmos, e, uma vez trabalhando contra a sua própria natureza , têm que sofrer sempre, por mais que procurem melhorar, pioram . E por isso, dizem que o mundo é uma ilusão. Quanto mais se esforçam para melhorar, mais pioram; quanto mais se esforçam para endireitar, mais erram; quanto mais se esforçam para encontrar a felicidade, mais ela se distancia, ficando assim sem compreenderem, dizendo que o melhor seria não viver. Viver só para sofrer e depois de sofrer morrer, não vale a pena! Tudo isso por o ser humano não conhecer verdadeiramente, a sua natureza.

Livro: Universo em Desencanto
Volume: Amarelo
Páginas: 138 a 140

Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A CALMA















A calma é um dos alimentos para todos vós dos mais finos que possam existir. De tão pura, que é a calma, os filhos constantemente vivem sem ela, conhecendo-a, e fazendo pôr desconhecê-la para mais se enterrarem nas trevas e o sofrimento vos entorpecer.

A calma, para vós todos, que a conhecem, - o que fazem dela?

Jogam-a para o canto, como um elemento sem prestígio. Assim fazem os moribundos que pedem esmolas com estupidez. O estúpido conhece e não reconhece, dando coice no Mestre, e por isso assim padece. A intranqüilidade cresce, a amargura cobre a jorro a todos estes fingidos, que julgam-se ser esclarecidos pelo que Eu vos faço saber, ficando tudo na aparência e o sofrimento erguendo por traduções de bichos. O bicho é que estranha o seu amo. O muar é que da coíce em quem os alimenta. Assim regem os caranguejos com tantos cabelos nas pernas, atolados cheios de lama, por não prestarem atenção.

Como querem sair da lama, se vivem em falta com o seu alimento? Quem perde o alimento, se enfraquece, padece e cai. O alimento esta ali em vossas mãos. - Por que não se alimentam para esta direção? Principalmente com a digitória palavra Calma!

Esta traz toda a vida, tudo de bom para quem tem ela na mão. Mas o que tem feito então, com
os conhecimentos que tem? Abrem a mão, assopram tudo e seguindo a estrada dos moribundos! Quando um não quer, dois não brigam. O forte é todo aquele que segue os conhecimentos que Eu dou. O fraco é o que corrompe, deixando-se levar por fraquezas de quem não tem conhecimento a não ser o do perturbador, passando os filhos irmãos por
perturbadores também, por faltarem com atenção no alimento, que Eu vos boto em mãos.

O forte deve sempre conhecer a fraqueza do seu próximo, e não procurar melindra-lo corrompendo o que já é chegado, para vos tirar desta misérias do passado.
Este é o Sumo Esclarecimento de Jesus Amado, para em evolução afastar os filhos da contradição.

O forte é aquele que tem a Calma dentro de seu Eu, dando o desprezo a todos os fracos que vem em seguimento de Judeu. Judas, se não fosse fraco, não fazia o que fez com Jesus Salvador. O fraco sofre; como desde aqueles passados, vieram todos enfraquecidos sofrendo, podres e moídos por desconhecerem o que são, porque assim são e o que vão ser.

Eu vos guio com suficiência bastante pelo esclarecimento que Eu vos dou, mas a temperatura de vós, é como a de um traidor; me traindo porque não seguem o que Eu vos faço ciente; o sofrimento vos persegue
e assim tem que perseguir enquanto traírem-me o que vos faço sentir; querendo Eu abolir os vossos tormentos e vos corrompendo o grande alimento que Eu vos desconfronto para ríjos ficarem. Mas qual és sujo e são sujos, por isso sujam no que vos faço sentir. Não querem muita coisa; mas sim Calma em primeiro lugar; tendo a Calma tem tempo para
se alimentar, encararem com a obediência para mais se aproximarem dos alimentos férteis, que Jesus Salvador vos bota em mãos para vos tirar de todas as confusões.

A Calma traz luz e a luz conduz todo o obscuro a luz. Na Calma está o poder, a força e a Razão. A Calma é o todo alimento para a boa compreensão. Quem não tem Calma perde tudo, até a própria vida. Quem não tem Calma, vive desabrigado, com todas as dores ao vosso lado, com todas as misérias de condenados irrefletidamente, Eu vos dou Razão; o esclarecimento já é demais; mais um pouquinho de compreenção e atenção, para a tranqüilidade e boa compreensão. Deduzem bem o que Eu vos digo, para não merecerem o desabrigo e façam sentir a todos os filhos irmãos para que todos reconheçam o que são e porque assim todos vivem em contradição.

Leia cinquenta vezes repetida e faça os demais irmãos lerem, para infundir no espírito de todos estes tolos, que tolam sem saberem quem são.


Mensagem dos livros Universo em Desencanto – Obras Primas de São Francisco de Assis
Rio de Janeiro – ano de 1935


Gostou?

Clique aqui para baixar a versão GRATUITA do livro Universo em Desencanto.

E aqui para pedir a versão impressa.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

SABER QUE FAZ SOFRER NÃO É SABER!



" A ilusão burrificou todos de uma maneira tal, que as asneiras são vistas em todos os cantos e em todos os lados.
Guerreiam por tudo num sacrilégio infernal. Esse é um mundo de maravilhas apenas no nome. Onde há sofrimentos e misérias não há maravilhas, há a aparência. Todos lutando para aparentarem aquilo que não são e quando lhes perguntam de onde vieram, dizem que são provenientes do fundo da ilusão;
e aí vivem perdidos nesse imenso buraco, esperando a todo instante o golpe mortal, que é o fracasso de todo palhaço que vive a vida iludido por ela;
amordaçado por esse sobrenatural feito pelo vosso ideal, que cria as coisas como bem vos parece, para ornamentarem esse vasto paraíso de lama e sofrimento, na esperança de não sofrerem tanto e cada vez sofrendo mais.
Esse mundo é um picadeiro infernal e por isso, cada qual com as suas palhaçadas, com as suas sábias burrices do nada. Se o nada fosse tudo, o saber de todos valeria tudo, mas o nada já diz que nada vale, e assim, o saber de todos não vale nada. ( ...) Onde há ilusão, não há o saber verdadeiro, há sim o saber das ludibriações.
Saber que faz sofrer não é saber."

UNIVERSO EM DESENCANTO - 1° volume da Obra- págs. 258/259

CLEOPANTOMAS






"A vida se resume numa rasura de descompreensão. E os viventes, na mesma hora em que estão se compreendendo, descompreendem-se. Quanto mais não seja, vivem compreendidos por uns tempos e depois ficam descompreendidos. Pela rasura da vida, pelos eflúvios dos epopérios, pelos crisântemos murmurantes, pelas grinaldas de fraudes criadas sem limites, que subjugam os seres a viverem assim, estupidamente.
E assim, em todos os meios, tudo vive na pálida empafe e estúpida vida de cleopantomas. Cleopantoma quer dizer: criados com autoridade para chegarem à maior idade, sem terem o tirocínio das verdadeiras coisas, para poderem viver sem se aborrecer.
Aonde existem os aborrecimentos, existe o atraso. Aonde existem os queixumes, está o atraso e o sofrimento.O que vale o vivente se aborrecer hoje, se amofinar tanto e daí há pouco estar alegre e contente? Quem se aborrece é um atrasado, é um cleopantoma. O vivente que aprende a não se aborrecer, é um vivente com muito equilíbrio Racional; e o vivente que por tudo se aborrece, é um desequilibrado, é uma fera, é um mal-educado com título de civilizado sem o ser.
Portanto, o vivente inteligente, o rei dos sábios, não se aborrece nunca, por coisa alguma. O vivente medíocre, se aborrece por tudo e sofre as conseqüências da sua mediocridade. O vivente que tem equilíbrio Racional, não dá importância ao medíocre, ao que este faz, ao que este diz; e sim, encara o medíocre como ele deve ser encarado.
Vejam, portanto, que o mundo está tão longe do equilíbrio Racional. E por isso, vivem como feras, em desentendimentos, sem saberem o que fazem, sem saberem que tudo isto não adiante nada. E assim, a consciência sempre favorecendo o vivente. Se fosse tudo profundamente dominado pela consciência, está visto, está claro, que não haveriam injustiças. Se existisse consciência, não haveria ganância, ambição nem traição.
Onde está a consciência dos povos? Em lugar nenhum! Pois uns, querem ser melhores do que outros, mas todos são iguais. Não há consciência. Consciência existe apenas no nome para iludir os atrasados que não enxergam, pois se consciência existisse, amariam o próximo como a si mesmos."
UNIVERSO EM DESENCANTO
1 º vol. da Obra
págs. 128/129


- SABICHÃO = "SÁBIO DO CHÃO" -




Todos têm o direito de achar o que quiser sobre a vida. Ter a crença que escolher. Fazer o que der na telha. Mas ninguém tem o direito de desrespeitar os valores alheios apenas por achar estranhas ou esdrúxulas as idéias que diferem das de si. Afinal, que garantias podemos ter de que somos menos esdrúxulos ou mais sábios que outros palhaços mortais iguais a nós? Nasceste do chão, vives do chão e retornarás ao chão. Então, não passas de um sabichão - sábio do chão - bichão! Inclusive eu... hehe...


"Tudo isto, por não conhecer a sua personalidade verdadeira, então, julgam ser o que não são, querendo se destacar uns dos outros, quando todos são iguais, todos são falidos. Por ignorarem o seu estado, por ignorar quem és tu, por ignorar quem sou "eu", dá resposta: -"Eu sou, quem não sei quem sou." E se você sabe que não sabe quem és, como é que se atreves a ditar o que não conheces e a pregar, como se soubesse quem tu és e quem são todos? E assim, neste vazio viveu a humanidade."
UNIVERSO EM DESENCANTO
Vol. "7° Réplica"
Pág. 7

"Os prelúdios da vida material envolvem a atenção do ser humano de uma forma, que não tem tempo de dar conta de sua inconsciência. A inconsciência é tanta, que julga que na matéria estão todas as soluções da vida. Se na matéria estivesse todas as soluções da vida, todos seriam felizes e muito felizes e não infelizes, que assim o maior brilhante do mundo é o sofrimento."

UNIVERSO EM DESENCANTO

Vol. "1° Réplica"

Pág. 119

Vozes de um túmulo
Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho
Destes meus olhos apagou!... Assim
Tântalo, aos reais convivas, num festim,
Serviu as carnes do seu próprio filho!
Por que para este cemitério vim?!
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho
Palmilhasse, do que este que palmilho
E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho que o fronema exalta
Construí de orgulho ênea pirâmide alta,
Hoje, porém, que se desmoronou
A pirâmide real do meu orgulho,
Hoje que apenas sou matéria e entulho
Tenho consciência de que nada sou!
AUGUSTO DOS ANJOS






Quem sou eu

Minha foto
Curiosa, desde pequena sempre quis saber quem sou de verdade. O fim do arco-íris no fundo de meus olhos... E encontrei! Estou em pleno processo de emancipação, aprendendo a voar ainda que em um corpo perene. Estudante da Cultura Racional e dos livros Universo em Desencanto desde 1995. DESENVOLVENDO O RACIOCÍNIO. Em ponto de ebulição e sublimação!! Sorrir gratuitamente é puro prazer... Salve :D
Powered By Blogger